Uma visão hilária sobre o jornalismo

Atração da mostra sobre Billy Wilder, “A Primeira Página” tem os grandes Jack Lemmon e Walter Matthau no elenco

iG Minas Gerais | silvana mascagna |

Walter Matthau e Jack Lemmon vivem editor e repórter no filme de Wilder
universal/Divulgação
Walter Matthau e Jack Lemmon vivem editor e repórter no filme de Wilder

Ele não é tão incensando quanto “Crepúsculo dos Deuses”, “Pacto de Sangue” e “Quanto Mais Quente Melhor”, obras máximas de Billy Wilder. Mas “A Primeira Página”, que será exibido amanhã, dentro da mostra “Gênio do Sistema”, no Cine Humberto Mauro, bem poderia receber o prêmio de melhor comédia sobre jornalismo já feita.

Com Jack Lemmon e Walter Matthau, o filme é feito sob medida para escancarar a química existente entre esses dois grandes atores. Conta a história do jornalista Hildy (Lemmon), do “Chicago Examiner”, que decide abandonar o emprego estressante para se casar com Peggy Grant (Susan Sarandon) e virar publicitário. Seu editor, Walter Burns (Matthau), vai tentar de tudo para impedi-lo, não só por Hildy ser seu melhor repórter, mas porque precisa dele para cobrir o enforcamento, marcado para o dia seguinte, de Earl Williams (Austin Pendleton), um homem acusado de matar um policial.

Hildy não se deixa intimidar pelas artimanhas de Burns, mas não resiste quando o furo jornalístico cai literalmente diante dos seus olhos.

Com um roteiro ágil cheio de reviravoltas, diálogos rápidos e hilários, “A Primeira Página” é antes de tudo uma sátira sobre a profissão. Se passa quase integralmente na sala de imprensa do Tribunal de Justiça. É lá, onde se passa a maior parte da ação, o ponto de encontro dos principais jornalistas policiais de Chicago, que, na visão de Wilder, são beberrões, antiéticos, passam o dia jogando cartas, mas fazem de tudo por uma boa história: mentem, inventam, exageram, ameaçam.

Versão cinematográfica de um peça de teatro norte-americana, e também refilmagem de um clássico do cinema (“Jejum de Amor”, de 1940, dirigido por Howard Hawks), “A Primeira Página” faz 40 anos em 2014, mas parece ter muito mais porque lembra as comédias clássicas dos anos 40 e 50, daquelas que conservam o frescor para sempre, não importa a idade que tenham.

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