A morte lhe canta bem

Diretora Juliana Rojas faz o público rir com seu segundo longa, “Sinfonia da Necrópole”

iG Minas Gerais | Daniel Oliveira |

Luciana Paes, atriz do grupo de teatro Cia. Hiato, e destaque no musical exibido
Paulínia Film Festival/divulgação
Luciana Paes, atriz do grupo de teatro Cia. Hiato, e destaque no musical exibido
Paulínia acordou com um tópico único de discussão ontem para o café da manhã. Sim, houve um musical. Sim, o musical se passava no cemitério. E era hilário. O filme em pauta era “Sinfonia da Necrópole”, segundo longa da diretora paulistana Juliana Rojas e primeiro em que ela assina a direção sem o parceiro Marco Dutra.  Produzido com edital da TV Cultura, o musical rendeu um telefilme exibido no canal e a versão em longa-metragem que conquistou público e crítica na noite de quarta – a primeiro da competitiva em Paulínia a causar burburinho. Baseado numa ideia que Juliana teve ainda durante a faculdade, “Sinfonia da Necrópole” acompanha Deodato (Eduardo Gomes), aprendiz de coveiro em um cemitério com problema de superlotação. Eis que chega Jaqueline (Luciana Paes), funcionária do serviço funerário encarregada de implantar um programa de verticalização de túmulos no local. Isso mesmo: prédios de covas.  A trama é mera desculpa para a diretora encenar uma série de piadas hilárias sobre como lidamos com a morte e discutir questões que sempre a interessaram. “O cemitério é um reflexo da cidade. Quando viajo, sempre gosto de visitar os cemitérios locais porque ali você reconhece as guerras, os imigrantes, as diferenças e camadas sociais, todos os problemas análogos da cidade”, reflete. Ela pretende compartilhar com o público o seu olhar sobre esse lugar-tabu. “É como um hospital. Adoro esses microcosmos que são associados a um imaginário por quem está do lado de fora, mas representa outra coisa para quem trabalha ali dentro”, explica.

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