Bons não só pela matemática

Estatísticas celestes mostram poder do grupo e justifica campanha da equipe no Brasileirão

iG Minas Gerais | Guilherme Guimaraes e Bruno Trindade |

Seriedade. Jogadores do Cruzeiro destacam também o trabalho na Toca da Raposa II como um dos responsáveis pela boa fase do time
JOAO GODINHO / O TEMPO
Seriedade. Jogadores do Cruzeiro destacam também o trabalho na Toca da Raposa II como um dos responsáveis pela boa fase do time

O futebol profissional no Brasil segue em franco processo de evolução e o uso de novas metodologias tem ajudado grandes clubes e seleções na obtenção dos resultados desejados.  

Um dos trunfos das agremiações, atualmente, tem sido o estudo das estatísticas. De posse dos números, que permitem traçar um perfil do adversário, é possível criar estratégias direcionados em busca das vitórias.

Líder do Campeonato Brasileiro, o Cruzeiro, quando o assunto é a “matemática futebolística”, tem apresentado bons cartões de visitas aos adversários. Seja pelos números coletivos ou individuais, a Raposa mostra porque segue como uma das favoritas ao título nacional.

O time azul conquistou mais pontos até aqui (25 em 33 possíveis) e é o que mais venceu (oito vezes em 11 jogos) e tem o melhor ataque da competição (23 gols marcados).

Sem um único jogador como destaque, a Raposa se gaba por ter um elenco recheado de opções. O que justifica o discurso da comissão técnica, diretoria e dos próprios jogadores no que diz respeito à qualidade do elenco. “A equipe do Cruzeiro não é composta apenas por 11 jogadores, o grupo é muito forte. Quem está fora tem condição de jogar, de manter o nível das atuações, e isso faz toda a diferença”, explica o volante Henrique.

A força do conjunto, além de “bombar” os índices coletivos, tem permitido que alguns atletas sobressaiam-se mais do que outros. Caso do meia-atacante Ricardo Goulart, artilheiro do Brasileirão com sete gols. “Os companheiros estão me ajudando bastante e vivo o melhor momento na minha carreira. Espero seguir assim até o fim do campeonato”, disse o camisa 28 do Cruzeiro.

Como o futebol não é uma ciência exata, outras variáveis têm sido fundamentais para o sucesso da Raposa dentro das quatro linhas. Algo que foge do controle e até das possibilidades empíricas dos estudiosos da aritmética.

“O principal mesmo do nosso grupo é a amizade. Todo mundo conversa com todo mundo. Temos um grupo unido, amigo e muito bom de se trabalhar”, afirma o zagueiro Dedé, que tem o seu discurso apoiado pelo atacante Marcelo Moreno. “O grupo acolhe bem, dá confiança, e cada jogador que chega consegue jogar mais solto, melhor”, disse o boliviano.

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