Cerca de 50 famílias ocupam terreno público há 15 dias

Ocupantes, que estão em área localizada na rua Tietê, se queixam de déficit habitacional

iG Minas Gerais | Dayse Resende |

Improviso. 
Maior parte das barracas ainda é feita com plástico fino
FOTO: JOAO LEUS / OTEMPO
Improviso. Maior parte das barracas ainda é feita com plástico fino

 

Cerca de 50 famílias invadiram um terreno situado na rua Tietê, no bairro Nossa Senhora de Fátima. Segundo elas, a invasão é uma resposta ao déficit habitacional do município. No ano passado, a prefeitura anunciou que iria viabilizar, até 2015, a construção de 6.000 moradias para pessoas cadastradas no Programa Minha Casa Minha Vida.   “Não temos condições de pagar aluguéis tão caros. Por isso, nossa única opção foi invadir esse terreno. Ele está abandonado há anos pelo poder público”, disse o motoboy Cláudio Gonçalves Barbosa, pai de três filhos.   Ele contou à reportagem que se mudou para o local há cerca de quinze dias. “Pagava R$ 500 de aluguel e, com o salário de motoboy, não estava conseguindo sustentar a família. Foi então que decidi montar uma barraca aqui e me mudar”, explicou.   O garçom Renato Augusto também é um dos ocupantes do terreno. Ele, que ganha pouco mais de um salário mínimo atuando na profissão, disse que pagava R$ 400 de aluguel. “Sobrava muito pouco para pagar água, luz e, ainda, fazer a compra de casa. Tenho um filho de 4 anos. Não tive outra opção”, ressaltou.    Resistência Mesmo diante das dificuldades, como a falta de luz e de água, as famílias disseram que pretendem permanecer no local até que seja dado o direito de posse da terra a elas.    No entanto, no último dia 15, Renato e os demais ocupantes foram surpreendidos com ação da Guarda Municipal e da Polícia Militar, que tentaram retirá-los do local. “Todo mundo que está aqui não tem condições de pagar um aluguel”, frisou.  

Resposta

A prefeitura informou que os moradores ocupam uma área pública que é destinada à construção de uma unidade de saúde e que a Guarda Municipal esteve no local porque o Executivo recebeu denúncias da população. A prefeitura ressaltou, ainda, que as famílias participaram de uma reunião com integrantes do Executivo na última semana e que já é feito um levantamento sobre os moradores que têm necessidade de inclusão em programas sociais.

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