Presidente da Apac de Uberlândia é afastada por suspeita de desvios

Responsável pela associação está sendo investigada devido a indícios de desvio de recursos da entidade; objetivo do afastamento é preservar possíveis provas de irregularidades cometidas

iG Minas Gerais |

 

Responsável pela associação está sendo investigada devido a indícios de desvio de recursos da entidade; objetivo do afastamento é preservar possíveis provas de irregularidades cometidas

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) obteve, em Uberlândia, determinação da Justiça para que a presidente da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac) do município fosse afastada do cargo e proibida de acessar ou frequentar a sede da entidade.

O objetivo da medida cautelar é evitar a destruição de documentos e a intimidação de testemunhas que possam servir como prova em investigação que apura suposto desvio de dinheiro público praticado pela presidente da Apac local.

O MPMG tem indícios de que a investigada fez movimentações irregulares de verbas públicas, com saques na boca do caixa e desconto de cheques de valores altos, contrariando o que estabelece a legislação e os termos que regulam a gestão das Apacs. Além disso, está sendo investigada a aquisição de dois veículos em nome da presidente. Os bens vinham sendo utilizados pela associação, e, posteriormente, teriam sido transferidos para o nome de um ex-funcionário da entidade.

Na decisão, a Justiça cita ainda a existência de uma transferência eletrônica da conta de uma Apac para a conta da investigada no valor de R$ 97.740,00, bem como a utilização dessa quantia para pagamento de despesas. De acordo com os autos do processo, a Secretaria de Estado de Defesa Social instaurou sindicância para apurar os fatos.

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