Uso de WhatsApp por PM reduz índice de criminalidade em Lagoa Santa

O grupo no aplicativo foi iniciativa de militares que moram no bairro Visão, na cidade, e acabou dando certo; comunicação entre população e militares ajudou a reduzir o número de crimes na região

iG Minas Gerais | JULIANA BAETA |

Calendário das blitzes da Lei Seca de Juiz de Fora foi divulgado pelo WhatsApp
WhatsApp/Divulgação
Calendário das blitzes da Lei Seca de Juiz de Fora foi divulgado pelo WhatsApp

Após a Polícia Militar de Lagoa Santa implementar o uso do WhatsApp para comunicação de crimes na 181ª Companhia (CIA) do 36º Batalhão, houve uma redução de cerca de 25% no índice de criminalidade no bairro Visão, uma das regiões atendidas pela CIA. Outros bairros da cidade estão aderindo ao uso do aplicativo que une a população diretamente a polícia da cidade.

Segundo o tenente Henrique Fonseca Lopes, comandante da unidade, o grupo no WhatsApp começou com militares que moram no bairro. “Eles viram a necessidade de implementar essa modalidade para auxiliar o combate a criminalidade. Aí selecionamos alguns moradores de confiança da região para integrar o grupo no aplicativo, e tem dado certo”, informou.

Com a informação compartilhada diretamente no celular dos militares, evitar possíveis crimes ficou mais fácil. Eles analisam a mensagem e, se for necessário, deslocam uma viatura para o local. Com isso, crimes como furto ou detentos que descumprem a região limítrofe da tornozeleira eletrônica são identificados e presos com mais rapidez.

O funcionamento, segundo o tenente, é simples e beira a política da boa vizinhança. Como é costume os moradores de cidades do interior se conhecerem de vista, quando um estranho é visto nas proximidades ou observando muito determinada casa, a informação é passada via WhatsApp, ao qual militares da companhia tem acesso. “Mesmo de folga, eles podem passar a informação para outros militares, que poderão averiguar a denúncia”, explicou o tenente.

A iniciativa, segundo o policial, que começou a ser usada há cerca de cinco meses, já causou impacto no índice de criminalidade da região que, segundo ele, diminui em aproximadamente 25%. “Outros bairros já começaram a aderir ao uso do aplicativo. Dá certo sim, mas é preciso ter um envolvimento da sociedade. As pessoas tem que passar as informações de forma fidedigna e, assim, tanto a população como a polícia são beneficiadas”, disse.

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