Kalil se revolta com sócios: "Acho que o Galo na Veia deve acabar"

Presidente atleticano explicou o motivo de não ter colocado os sócios em uma local mais central do Mineirão

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Ao fim da partida entre Atlético e Lanús-ARG, a torcida alvinegra fez questão de gritar os nomes dos principais jogadores que levantaram o troféu da Recopa Sul-Americana, mas nem todos os mais de 50 mil torcedores que estavam no Mineirão entoaram o nome do presidente Alexandre Kalil.

Os sócios do Galo na Veia Black se calaram quando Kalil foi até os torcedores e vibrou com mais uma conquista em sua gestão. A revolta deve-se ao espaço destinado a eles para assistir a decisão do torneio internacional. A resposta do cartola foi clara e direta, mostrando toda a sua insatisfação ao ouvir os xingamentos dos adeptos alvinegros.

"Fico muito triste. Honestamente, acho que o Galo na Veia deve que acabar. Eles ficaram no 'chiquerinho' porque o Galo na Veia diminuiu e eu vou colocá-los aonde? No meio do campo em um lugar para 8 mil pessoas? Fiquei muito ofendido, não gostei porque a gente faz um sacrifício desgraçado para dar alegria para essa torcida e dois mil vêm fazer barulho. Tira esses, vieram 53 mil atleticanos gritando, enfrentando fila e pagando. São a esses que eu quero agradecer", disse Kalil, explicando o motivo de não colocar os sócios em uma lugar mais central.

"Fui agredido verbalmente por eles, que estavam lá no meu lugar, a diferença é de dois metros. Não serve para eles, mas serve para o presidente, para os filhos e para a mulher do presidente. Não tinha ninguém no 'chiqueirinho' atrás do gol, é mentira. Meus filhos assistiram ao jogo de lá porque eu vi do vestiário. O lugar é tão ruim, que o presidente e a família dele assistiram de lá. Por isso que eles me agrediram", completou.

Desde a renovação para este ano, o sócio Black paga R$ 2.700 a vista, ou R$ 4.000 parcelado em 12 vezes, um aumento de R$ 400 nesta última opção.

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