Protesto por moradia fecha os dois sentidos na MG-010

Moradores de ocupações organizaram protesto ao mesmo tempo em que governos Federal e Estadual se encontram para discutir o assunto

iG Minas Gerais | JOSÉ VÍTOR CAMILO |

Trânsito está impedido nos dois sentidos da MG-010
Trânsito está impedido nos dois sentidos da MG-010

Um protesto de cerca de 350 moradores de ocupações populares de Belo Horizonte fecha a rodovia MG-010, a Linha Verde, na tarde desta quinta-feira (24). A manifestação acontece em frente à Cidade Administrativa, no bairro Serra Verde, na região de Venda Nova, e já atinge a altura do bairro São Benedito, em Santa Luzia, na região metropolitana, no sentido Aeroporto de Confins da via.

Segundo as informações da Polícia Militar (PM), o protesto teve início por volta das 14h, fechando os dois sentidos da rodovia. Ainda não há informações sobre a proporção do protesto. Ainda não foi feito um levantamento da proporção dos congestionamentos. 

Conforme as Brigadas Populares, a manifestação foi marcada para o mesmo horário de uma reunião de negociação dos governos Estadual e Federal com lideranças das ocupações de Belo Horizonte e Região metropolitana de BH: Rosa Leão, Vitória, Esperança, Zilah Spósito/Helena Greco (localizadas na região do Isidoro), Dandara, Eliana Silva, Nelson Mandela, Camilo Torres, Irmã Dorothy, e da Região Metropolitana: Tomás Balduíno, (de Ribeirão das Neves), Guarani Kaiowá e William Rosa (de Contagem).

As ocupações o Isidoro fizeram uma marcha até à Cidade Administrativa onde a reunião estava marcada, e as demais marcharão para o Centro de Belo Horizonte, na avenida Brasil, onde a reunião foi remarcada de última hora.

Ainda de acordo com as Brigadas Populares, estarão presentes na reunião representantes do Governo do Estado, do Ministério das Cidades, da Secretaria Geral da Presidência da República, da Defensoria Pública de Minas Gerais, do Ministério Público de Minas Gerais, Brigadas Populares, Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), Comissão Pastoral da Terra (CPT) e a juíza Luzia Divina Peixoto, da 6ª Vara de Fazenda Pública Municipal.

Conforme o grupo, as mais de 20 mil famílias dessas ocupações reivindicam o direito à moradia própria e digna, com a implantação dos serviços urbanos básicos como saneamento básico, água, eletricidade e asfaltamento e, com o fim dos despejos, a regularização dos terrenos em que habitam.