Criação de uma política de Estado para o esporte é fundamental

Professor Hélder Isayama, da UFMG, mostra que é necessário entender a área como um direito essencial para todo cidadão

iG Minas Gerais | LUCAS RAGAZZI* |

Projeto.
Futsal é uma das modalidades a serem disputadas no festival
De peito aberto/divulgação
Projeto. Futsal é uma das modalidades a serem disputadas no festival

Considerado um direito social desde a Constituição de 1988, o esporte é, costumeiramente, tema de grandes debates sobre como sua utilização pode causar resultados positivos e progressistas na sociedade. Para a Unesco, a área é uma poderosa ferramenta para o desenvolvimento intelectual e físico.

O professor Hélder Ferreira Isayama, da UFMG, defende que o esporte é uma área fundamental para integrar políticas sociais e públicas. “Na história das sociedades, esporte e política são temas interrelacionados e complementares”, afirma.

Segundo o especialista, a forma como a política deve atuar na área não se refere apenas nos investimentos feitos em projetos, mas também pensar no esporte como um recurso educacional e de participação.

“É preciso pensar que a área merece investimentos contínuos e que não devem ser diminuídos em detrimento dos altos valores despejados nas equipes e atletas de alto rendimento”, diz.

Além disso, Isayama defende a construção de equipamentos esportivos, que, segundo ele, são necessários, mas exigem um grande nível de comprometimento para sua manutenção. “Não é só construir que garante o desenvolvimento do esporte no país. É necessário uma manutenção regular”.

Chefe do Laboratório de Pesquisa sobre Formação e Atuação Profissional no Lazer da  UFMG, o pesquisador ainda mostra que reformas, como a construção de uma política de esporte que seja de Estado, além de leis que garantam o investimento no campo, são fundamentais para a qualificação da área no Brasil.

“É preciso entender o esporte como um elemento fundamental para a vida dos cidadãos e que não devemos abordar o setor de forma fragmentada de outras áreas”, diz.

* Com supervisão de Ricardo Corrêa

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