Um ‘arretado’ no ataque azul

Toca II se torna porto seguro para avante baiano, que fará terceiro jogo como titular da equipe celeste

iG Minas Gerais | Guilherme Guimarães e Bruno Trindade |

Marquinhos chegou a ser rejeitado por Marcelo Oliveira
DENILTON DIAS - 11.7.2014
Marquinhos chegou a ser rejeitado por Marcelo Oliveira

A história do Cruzeiro reserva capítulos interessantes sobre jogadores baianos que já vestiram a camisa do clube. Alguns obtiveram mais sucesso do que outros e, assim, conseguiram marcar época na equipe estrelada com a conquista de títulos importantes. Casos dos atacantes Marcelo Ramos, Alex Alves e Oséas, além do goleiro Dida.  

Na Toca da Raposa, os cidadãos que deixam a Boa Terra encontram um porto seguro. Com dedicação, firmam seu espaço e caem nas graças do torcedor.

Mais novo baiano a defender as cores do Cruzeiro, o atacante Marquinhos, que chegou recentemente à equipe, tem conseguido agradar ao técnico Marcelo Oliveira.

Como o treinador celeste tem problemas no setor ofensivo – por não contar com Willian, que aguarda desfecho de sua situação contratual, nem com Dagoberto, que recupera a forma física –, Marquinhos segue aproveitando as brechas dos companheiros para se manter entre os titulares. “A cada jogo, a gente vai se soltando mais, se adaptando à equipe. Fico feliz por agradar ao treinador nos jogos e treinamentos. Agora, é buscar o crescimento na competição”, frisou o atacante.

Mesmo com pouco tempo de Toca II, o atacante ‘arretado” já mostrou seu cartão de visitas. Contra o Palmeiras, deu duas assistências, uma para o meia-atacante Ricardo Goulart e outra para o zagueiro Manoel.

“O Marquinhos faz um bom trabalho. É só o segundo jogo dele, mas espero que possa dar sequência nessa boa fase para seguir nos ajudando e colaborando com o Cruzeiro”, opinou Goulart, artilheiro do Brasileirão com sete gols.

Como tem um elenco recheado de opções, o técnico Marcelo Oliveira vê nos bastidores do time uma forte concorrência por vagas entre os 11 iniciais. Assim como Marquinhos, outros jogadores aproveitaram bem ss ausências de antigos titulares para colocar uma “pulga atrás da orelha” ou até mesmo se firmarem na equipe.

Caso dos zagueiros Léo e Manoel, titulares nas vagas de Dedé e Bruno Rodrigo; de Marcelo Moreno, que tomou o posto do renomado Júlio Baptista no ataque; e de Samudio e Egídio, que se revezaram na lateral-esquerda. “Sei o quanto é difícil jogar no Cruzeiro, mas com tranquilidade e respeito aos companheiros, sigo buscando meu espaço”, comentou Marquinhos.

Outro atleta que saiu do banco para a titularidade foi o volante Henrique. “Quando você não está jogando, sempre se dedica aos trabalhos esperando a oportunidade aparecer. Eu me preparei para isso e pude manter essa sequência de jogos. Espero que seja assim com todos, porque é dessa forma que se faz uma equipe campeã”, ressaltou Henrique.

Franzino, porém veloz, Marquinhos desenvolve funções táticas semelhantes a de Willian e Dagoberto. “Gosto de jogar com liberdade, caindo pelos lados do campo. Prefiro me movimentar no gramado do que ter um só foco ou permanecer apenas de um lado. Me movimentando bem, consigo facilitar meu trabalho lá na frente”, explicou o avante.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave