Escoras não evitam queda de segunda alça, afirma Cowan

Diretor da empresa declara que efeito dominó ainda é possível; só colapso para baixo é descartado

iG Minas Gerais | Joana Suarez e bernardo miranda |

Trabalhos de remoção dos escombros da alça que caiu continuam
FERNANDA CARVALHO
Trabalhos de remoção dos escombros da alça que caiu continuam

O escoramento feito na alça que sobrou após o desabamento do viaduto Batalha dos Guararapes, na avenida Pedro I, na região de Venda Nova, em Belo Horizonte, não garante que ela vai ficar de pé por muito tempo. A afirmação é da própria Cowan, responsável pela obra e pelo projeto de escoramento da estrutura. Segundo o diretor da Unidade Construtora da empresa, José Paulo Toller Motta, as estacas de ferro só evitam que o viaduto caia para baixo, mas podem ocorrer movimentações para os lados que causariam um efeito dominó. Especialistas, no entanto, dizem que é possível fazer a estabilização. “O escoramento só suporta a carga vertical, o peso que está em cima das estacas. Mas pode haver esforços transversais e longitudinais porque o viaduto é feito em rampa”, explicou Motta. O engenheiro do Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias Técnicas em Engenharia (Ibape-MG) Clemenceau Saliba Júnior, por sua vez, acredita que o escoramento estabilizou o viaduto. “Desde o início não descartamos que a outra alça poderia cair. Por isso foi reforçado o escoramento que estabilizou a estrutura. O local está sendo monitorado a cada meia hora, e não foi observada movimentação”, disse Clemenceau.

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