Médico e líder da luta contra ebola em Serra Leoa contrai o vírus

Sheik Umar Khan, 39, já teria tratado mais de cem vítimas da doença no país

iG Minas Gerais | Da redação |

Grave. Entre 632 casos de ebola que até então haviam resultado em mortes na África, 206 foram em Serra Leoa
Sylvain Cherkaoui/Médicos Sem F
Grave. Entre 632 casos de ebola que até então haviam resultado em mortes na África, 206 foram em Serra Leoa

A situação do vírus ebola na África Ocidental está fora de controle, segundo alertou no início do mês a Organização Não Governamental (ONG) Médicos Sem Fronteiras (MSF). O líder da luta contra a doença em Serra Leoa foi infectado pelo vírus e está internado em um hospital na cidade de Kailahun, epicentro do surto, no leste do país.  

De acordo com a BBC Brasil, a Presidência do país afirmou que o virologista Sheik Umar Khan, 39, foi transferido para uma enfermaria especial da MSF. Khan já teria tratado mais de cem vítimas da doença no país.

Citando a agência de notícias Reuters, a publicação afirma que a ministra da Saúde do país, Miatta Kargbo, chorou quando ficou sabendo da notícia. Ela chamou Khan de herói nacional e afirmou que fará “qualquer coisa e tudo em meu poder para garantir que ele sobreviva”.

No último sábado, a Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmou que entre 632 casos de ebola que até então haviam resultado em mortes na África, 206 foram em Serra Leoa. Os casos do país estão concentrados nos distritos de Kailahun e de Kenema.

Gravidade. O vírus mata cerca de 90% das pessoas infectadas, dependendo da cepa, e o contágio acontece por contato direto com fluidos corporais, como sangue e secreções de uma pessoa infectada. Não há vacina ou cura, mas é possível tratar.

A BBC afirmou que dezenas de enfermeiras do hospital público da cidade de Kenema entraram em greve na última segunda-feira após a morte de três colegas, em casos suspeitos de ebola. Mas a greve foi suspensa depois que o governo analisou as reivindicações das enfermeiras, que exigiam a transferência da enfermaria para tratamento dos doentes para outro hospital e que a MSF assuma as operações.

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