Governo vai dar R$ 7,4 bi a elétricas

Recursos serão usados para pagamentos atrasados e gastos com subsídios cruzados ao setor

iG Minas Gerais |

Alívio. Governo vem socorrendo distribuidoras desde início do ano
Daniel de Cerqueira/O Tempo
Alívio. Governo vem socorrendo distribuidoras desde início do ano

BRASÍLIA. O governo federal deve desembolsar no segundo semestre nada menos do que R$ 7,4 bilhões entre pagamentos atrasados e gastos programados até dezembro com subsídios cruzados às distribuidoras de energia e o combustível usado pelas usinas térmicas que abastecem áreas isoladas na região Norte do país. A informação é do jornal “O Estado de S. Paulo”.

Esse valor, segundo estimativas de fontes do governo, inclui os R$ 3,4 bilhões que não foram pagos no primeiro semestre para aliviar o caixa do Tesouro Nacional mais as despesas adicionais que se aproximarão de R$ 4 bilhões entre julho e dezembro. O diretor geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino, já havia confirmado que o governo represou a transferência de recursos ao setor elétrico. Os pagamentos deveriam ter sido feitos pela Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) – administrada pela Eletrobrás, mas sustentada pelo Tesouro Nacional – tanto às distribuidoras, que necessitam dos subsídios cruzados para bancar o fornecimento de energia mais barata a consumidores rurais quanto às usinas térmicas que abastecem várias regiões isoladas, como o Norte do Brasil.

A situação, segundo a Aneel, deve se normalizar nos próximos meses. Entre as empresas do setor – chamadas pela agência de “credores da CDE” –, avalia-se que novos descompassos nos pagamentos ocorrerão. Oficialmente, o governo afirma que todos os pagamentos serão realizados normalmente.

Meta é poupar R$ 99 bilhões BRASÍLIA. O governo está diante de uma situação bastante delicada na área fiscal. Com a meta de poupar R$ 99 bilhões – ou 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB) – em recursos para garantir o pagamento dos juros da dívida pública (superávit primário), e tendo economizado apenas R$ 31,4 bilhões até maio, o Tesouro Nacional está pressionado a melhorar fortemente o desempenho das contas públicas.

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