Justiça dá liminar favorável a ação de Skaf contra Alckmin e Facebook

Governador é acusado de inflar número de seguidores de sua página com pagamento de publicidade na rede, o que seria uma violação à lei da propaganda eleitoral

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

O juiz Marcelo Coutinho Gordo, do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, determinou nesta quarta-feira (23) que o Facebook informe a identidade de quem contratou publicidade paga ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) na rede social e qual o valor gasto. A decisão é liminar (provisória).

A ação foi enviada pela coligação do candidato do PMDB ao governo estadual, Paulo Skaf. Segundo a acusação, o governador, que tenta a reeleição, tentou inflar o número de seguidores de sua página no Facebook com pagamento de publicidade na rede, o que seria uma violação à lei da propaganda eleitoral.

A coligação tenta que a Justiça determine ao Facebook a exclusão dos seguidores extras que Alckmin teria ganhado com posts e links patrocinados.

Para os advogados da campanha de Skaf, o aumento no numero de curtidores foi "muito acima do que é esperado para quem não usa links patrocinados". Segundo eles, Alckmin ganhou 220 mil seguidores no espaço de seis meses -de dezembro de 2013 a junho.

O juiz Marcelo Coutinho Gordo ressaltou, em sua liminar, que a ação "passa por uma alegada existência de propaganda eleitoral ilegal ainda a ser verificada".

A identificação dos contratantes da publicidade paga pode esclarecer se elas foram ou não contratadas pela campanha do tucano.

Procurada, a defesa de Alckmin afirmou que ainda não havia sido notificada da decisão liminar.

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