Não vimos surpresa, diz entidade sobre fechamento do PS da Santa Casa

O pronto-socorro foi fechado na terça (22) e ainda não reabriu; O hospital informou que o motivo é a falta de recursos para comprar medicamentos e materiais como seringas e agulhas.

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

A Fehosp (Federação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos do Estado de São Paulo) afirmou nesta quarta-feira (23) que recebeu "com pesar o comunicado" sobre a interrupção dos atendimentos de urgência e emergência na Santa Casa de São Paulo, maior hospital filantrópico da América Latina.

A entidade afirma, também, não ver com surpresa a notícia do fechamento. "Infelizmente, a Federação não vê com surpresa essa notícia, pois conhece a fundo o cenário dos filantrópicos e a crise vivenciada há anos por todas as instituições que atendem o SUS", diz a Fehosp, em nota.

O pronto-socorro foi fechado na tarde desta terça (22) e ainda não reabriu. O hospital informou que o motivo é a falta de recursos para comprar medicamentos e materiais como seringas e agulhas. De acordo com o provedor do hospital, Kalil Rocha Abdalla, a Santa Casa tem uma dívida de R$ 50 milhões com fornecedores que se negam a entregar novas encomendas enquanto o valor não for pago.

A Fehosp diz que os hospitais filantrópicos destinam mais de 60% de suas capacidades assistenciais ao SUS (Sistema Único de Saúde). Diz, ainda, que os recursos públicos destinados a esses hospitais são deficitários, "na ordem de R$ 5,1 bilhões por ano, consolidado no país."

"Diante de tal custeio hoje deficitário é possível sobreviver? Fechar é o caminho a ser indicado? O que fazer com 150 milhões de brasileiros que só tem o SUS como seu sistema de saúde, diante da insolvência e do fechamento da maioria das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos? É hora do bom senso e da prevalência do interesse maior da sociedade brasileira, especialmente aquela dependente do SUS", diz o diretor-presidente da Federação, Edson Rogatti, em nota.

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