Site de Aécio Neves é hackeado com mensagem em defesa de manifestações

"Então quer dizer que o senhor Aécio Neves apoia a repressão contra os protestos populares? Ainda bem que políticos como ele jamais governará este país!", mostra manifesto

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Pelo Twitter, o perfil @anonmanifest foi o primeiro a anunciar a invasão no site do candidato
Reprodução
Pelo Twitter, o perfil @anonmanifest foi o primeiro a anunciar a invasão no site do candidato

O site da campanha do senador Aécio Neves (PSDB) foi hackeado na tarde desta quarta-feira (23). A página 'Conversa com brasileiros', que antes mostrava um portal interativo com sugestões e propostas do presidenciável, exibe uma tela preta, com a imagem da máscara de Guy Fawkes (famosa pelo filme V de Vingança) e escritos em vermelho. 

"Então quer dizer que o senhor Aécio Neves apoia a repressão contra os protestos populares? Ainda bem que políticos como ele jamais governará este país!", mostra o trecho, assinado como 'Anonymous'.

Pelo Twitter, o perfil @anonmanifest foi o primeiro a anunciar a invasão no site do candidato. 

Crítica a manifestações

Na terça-feira (23), o site de Aécio publicou a nota que seria a motivação inicial para a invasão dos hackers.

A nota, assinada pela coligação Muda Brasil, vai em defesa do trabalho da polícia do Rio de Janeiro. No texto, a campanha de Aécio descreve que "após investigação que durou sete meses, (a polícia) prendeu líderes de manifestações violentas, que atacavam policiais e promoviam a destruição de patrimônio público".

A campanha do tucano assinala que a "polícia apreendeu com o grupo bombas de grande poder letal, além de fogos de artifício, pólvora e gasolina utilizados para produzir coquetéis molotov, que podem ferir gravemente" e que "foram flagradas conversas com planos de colocar bombas no metrô e incendiar a Câmara Municipal".

Em seguida, os tucanos fazem referência a uma nota emitida pelo PT no dia 17. No documento petista, assinado pelo presidente nacional da sigla, Rui Falcão, pelo secretário de Movimentos Populares, Bruno Elias, e pelo coordenador do Setorial de Direitos Humanos, Rodrigo Mondego, o partido afirma que "as prisões representam grave violação de direitos e das liberdades democráticas".

Os tucanos afirmam respeitar e dialogar com os movimentos sociais, mas dizem não "compactuar com o crime e com grupos que usam a violência para tomar à força as ruas, lugar que pertence, com legitimidade, à população e suas reivindicações".

No fim, a nota da campanha de Aécio salienta: "é preciso saber qual a posição da presidente Dilma Rousseff sobre a nota de seu partido: ela também apoia os que usam a violência contra o patrimônio publico que pertence aos brasileiros e atacam as instituições ou condena a posição de seu partido?".

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