Primeiros corpos das vítimas de acidente aéreo já chegaram à Holanda

Os dois primeiros aviões militares holandeses que transportaram os corpos partiram do aeroporto de Kharkiv, no Leste da Ucrânia

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Os primeiros 40 corpos das vítimas holandesas da queda do avião da Malaysia Airlines, na Ucrânia chegaram à Holanda hoje (23), e foram recebidos pelos parentes e pela família real. Na cerimônia em homenagem às vítimas, os sinos das igrejas tocaram por todo país, que teve luto nacional decretado. O ministro holandês dos Negócios Estrangeiros, Frans Timmermans, viajará na quinta (23) para a Ucrânia, onde discutirá com as autoridades a repatriação dos outros corpos, e as investigações sobre o acidente.

Os corpos que ficaram vários dias expostos no local da queda, serão identificados pelas famílias. As caixas-pretas do avião também chegaram  nesta quarta-feira (23) ao Reino Unido. Dos 298 passageiros mortos no desastre do dia 17 de julho, na região ucraniana controlada por rebeldes pró-russos, 193 eram cidadãos holandeses,  grande parte pesquisadores sobre o vírus HIV.

Os dois primeiros aviões militares holandeses que transportaram os corpos partiram do aeroporto de Kharkiv, no Leste da Ucrânia. Após breve cerimônia com um minuto de silêncio, cadetes do Exército holandês colocaram os primeiros caixões em um avião Hércules C-130. De acordo com as autoridades holandesas.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse, um dia após a tragédia que conforme as evidências dos serviços de inteligência de seu país, o avião malaio que voava de Amsterdã para Kuala Lumpur foi atingido por um míssil terra-ar disparado da área controlada por separatistas no Leste da Ucrânia.

Alguns líderes mundiais se mostraram preocupados na última terça-feira (22) com a informação de que nem todos os corpos foram recuperados, podendo ainda estar perdidos pelo território ucraniano. Os dois lados do conflito declararam trégua na região onde aconteceu a queda, mas os investigadores internacionais relataram que enfrentam vários obstáculos e que só receberam 200 dos 298 corpos das vítimas.

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