Peugeot 3008 trata bem os passageiros e o motorista

Crossover tem proposta familiar, mas entrega bom desempenho, graças ao motor 1.6 turbo com 165 cv de potência

iG Minas Gerais | Alexandre Carneiro |

Peugeot 3008
Alexandre Carneiro
Peugeot 3008

Sabe esses carros mais altinhos, que se propõem a oferecer bastante espaço para a família com valentia para encarar valetas, quebra-molas e outros obstáculos da precária pavimentação viária brasileira? Pois bem, o 3008 é um deles. Discreto em participação no mercado, ele tem uma clientela pequena, mas cativa: o crossover detém o maior índice de fidelização entre os modelos que a Peugeot vende no Brasil, segundo a própria marca.

Provavelmente, o maior diferencial do Peugeot 3008 é o motor tecnologicamente avançado. Com 1.6 litro,16 válvulas, injeção direta de combustível e turbocompressor, o propulsor entrega generosos 165 cv de potência a 6.000 rpm e 24,5 kgfm de torque a 1.400 rpm. O câmbio automático de seis velocidades, por sua vez, apresenta funcionamento suave e escalonamento correto. Às vezes, entretanto, o software hesita em fazer as trocas, retendo exageradamente as marchas, ao passo que as trocas manuais só podem ser feitas por meio de toques na alavanca.

O conjunto mecânico eficiente proporciona desempenho acima da média: o modelo arranca com rapidez e não tem dificuldade para acelerar ou retomar velocidade. Além de rápido, o 3008 também mostrou consumo razoável dentro de seu segmento. O Carro&Cia registrou médias de 8,6 km/l em percursos urbanos e 10,2 km/l em circuitos rodoviários. Há, porém, uma ressalva: é possível abastecer apenas com gasolina, pois não há sistema flex.

Bem-comportado

Apesar da vocação familiar, o crossover da Peugeot não descuida do posto de comando. O condutor tem direito a banco e volante reguláveis em altura, sendo que o segundo também é ajustável em profundidade, mas tem aro muito grande, que prejudica a pegada. Detalhe interessante é o head-up display, que projeta o velocímetro em uma tela acima do painel, para evitar que o motorista desvie o olhar da estrada para consultar os instrumentos. A visibilidade é muito boa, assim como o acabamento, que traz apliques cromados e superfícies revestidas com materiais macios ao toque.

Em movimento, o 3008 continua agradando ao condutor. Apesar da altura elevada, ele é bastante estável e transmite segurança nas curvas, graças à suspensão (do tipo McPherson na frente e eixo de torção atrás) com calibragem mais durinha, que, por outro lado, cobra seu preço quando se trafega em pisos irregulares, transmitindo alguns solavancos para o habitáculo. A direção, com assistência eletro-hidráulica, também merece elogios pela boa progressividade.

A bordo

Confirmando a vocação familiar do 3008, o habitáculo é bastante espaçoso. O assoalho traseiro plano amplia a área para os pés, enquanto o teto elevado proporciona vãos generosos para as cabeças da turma. Mesmo com cinco pessoas a bordo, não há sensação de aperto. E, importante salientar, todos usufruem de encostos de cabeça e cintos de segurança de três pontos. O porta-malas, com 562 l de capacidade, também é generoso e ainda traz uma divisória móvel para proporcionar melhor disposição. O vão de entrada do compartimento é amplo, ajudado pela porta bipartida.

Desde que a linha 2015 do 3008, que trouxe uma reestilização exterior, estreou no Brasil, no último mês de maio, apenas a versão Griffe está disponível no mercado. De série, o modelo oferece ar-condicionado digital com duas zonas de temperatura e saídas para os passageiros do banco de trás, freio de mão eletrônico com acionamento automático, bancos revestidos parcialmente em couro, controlador de velocidade e sistema de som com entrada USB, leitor MP3 e conexões bluetooth e streaming. A lista de equipamentos de segurança é generosa, composta por seis airbags, controles eletrônicos de tração e estabilidade e ganchos Isofix para fixação de cadeirinhas infantis, além de freios ABS. O preço é de R$ 99.990.

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