Celestes dizem ter boas armas contra eventual retranca do Figueirense

Com a segunda pior defesa do Brasileiro, catarinenses devem adotar “ferrolho” defensivo para tentar parar poderoso ataque celeste

iG Minas Gerais | GUILHERME GUIMARÃES |

Guerreiro dos Gramados/Reprodução
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Um dos conhecidos clichês do futebol, "duelo de opostos", usado para adjetivar uma partida entre adversários que vivem situações bem distintas nos campeonatos, ganhará mais um capítulo neste sábado, quando Cruzeiro e Figueirense entrarem em campo, às 18h30, no Mineirão, pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro. Melhor ataque do Brasileirão com 23 pontos e líder da disputa nacional, a Raposa terá pela frente na próxima jornada um combalido Figueira. O time catarinense amarga a 18º colocação e, de quebra, tem o pior desempenho ofensivo, além da segunda defesa mais vazada - ao lado do Criciúma - da competição. Como a situação do clube de Florianópolis não é boa, espera-se que o técnico Guto Ferreira arme uma forte retranca para evitar surpresas defensivas no Mineirão. Para os jogadores da Raposa, caso o adversário venha muito fechado, será preciso explorar boas qualidades que o grupo celeste mostrou até aqui. "A gente sabe que é difícil jogar com equipes assim, que atuam fechadas. Dessa forma, não temos liberdade para fazer nosso jogo. No entanto, procuramos nosso espaço para o jogo fluir. Temos que ter paciência, pois vai ser um jogo complicado. Temos que tocar bem a bola para não sermos surpreendidos pelo adversário", disse o atacante Marquinhos. Mesmo com a campanha ruim, tendo somado apenas sete pontos, o Figueirense é tratado com muito respeito. Isso porque surpreendeu um dos clubes que atualmente brigam com o Cruzeiro na parte de cima da tabela. "Não existe equipe fácil, jogo fácil, contra o Vitória vimos isso. Partida difícil, só abrimos o placar na segunda etapa. Contra o Figueirense será complicado e, por isso, a dedicação deve ser a mesma. Não podemos esquecer que o Corinthians foi surpreendido pelo próprio Figueirense quando jogava em casa e perdeu por 1 a 0 diante do seu torcedor. São exemplos que o futebol nos traz para que fiquemos mais vigilantes", relembrou o lateral-direito Ceará, que está acostumado a enfrentar retrancas vestindo a camisa estrelada. “Nos já encontramos outras equipes retrancadas e, normalmente, quem joga com o Cruzeiro no Mineirão atua assim. Temos conseguido ultrapassar essas retrancas com toque de bola, jogando pelos lados, cruzamentos, jogadas individuais para quebrar o bloqueio. E tem dado certo", comentou. 

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