Dilma atende apelo e vai às ruas

Depois de ficar longe dos holofotes, presidente marca três agendas públicas nesta semana

iG Minas Gerais |

Conselho.Dilma se reuniu ontem com conselho político e com presidentes de partidos de sua aliança
Ichiro Guerra/PT
Conselho.Dilma se reuniu ontem com conselho político e com presidentes de partidos de sua aliança

Brasília. Após pressão do PT, a presidente Dilma Rousseff decidiu sair à rua e marcou três eventos públicos nesta semana, em agendas oficialmente “institucionais” que servirão para aumentar sua visibilidade no noticiário neste início de campanha e aproximá-la do eleitorado.

No Rio de Janeiro, Dilma vai aproveitar a maratona de compromissos para se encontrar com prefeitos do PMDB, com a missão de lançar uma contraofensiva ao movimento “Aezão”, que defende a dobradinha do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) com o candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves.

Na semana passada, os compromissos de Dilma foram dominados por uma agenda internacional, marcada por reuniões da cúpula dos Brics e visitas de chefes de Estado. “Eu sou obrigada a ter duas atividades. Uma atividade é a minha atividade como presidente, ela se sobrepõe à outra, necessariamente (de campanha)”, afirmou Dilma na última quarta-feira, ao responder sobre quando entraria em campanha.

A estreia oficial da presidente na corrida eleitoral ocorreu na última sexta-feira, quando ela convocou um bate-papo em página administrada pelo PT no Facebook para sair em defesa do programa Mais Médicos, considerado uma das vitrines de sua candidatura à reeleiç’ão.

Agenda. Nesta quinta, Dilma vai ao Rio de Janeiro visitar, às 14h, as obras de plataforma flutuante e sondas de perfuração do pré-sal no estaleiro Brasfels, em Angra dos Reis. Às 16h, visita as obras da Vila Olímpica dos Jogos Olímpicos do Rio. Para as 19h30, está prevista uma agenda de campanha “privada”, em um jantar com lideranças políticas em São João de Meriti (RJ), na Baixada Fluminense. Segundo a Agência Estado, Dilma se reunirá no Rio com prefeitos do PMDB, lançando uma contraofensiva ao movimento “Aezão”.

Na sexta-feira, Dilma faz o seu terceiro evento público da semana ao visitar um assentamento em Planaltina, região administrativa na periferia de Brasília.

Limitações. Desde 5 de julho, Dilma não pode comparecer a inaugurações de obras públicas, realizar publicidade institucional nem fazer pronunciamento em cadeia de rádio e televisão fora do horário eleitoral gratuito – salvo se se tratar de matéria urgente e relevante, devidamente reconhecida pela Justiça Eleitoral.

As condutas vedadas foram estabelecidas pela Lei das Eleições, de 1997, com o objetivo de tentar garantir a igualdade de oportunidades entre os candidatos e não permitir que atuais ocupantes de cargos usem a máquina administrativa para fazer autopromoção ou para favorecer aliados nas disputas regionais.

Retorno em 2018

Irresponsabilidade. O ex-presidente Lula afirmou nessa terça que “seria irresponsabilidade” pensar em sua volta em 2018. “Eu não posso ficar dizendo que sou candidato em 2018, seria irresponsabilidade da minha parte”, disse.

Segundo turno. O petista garantiu que não teme um segundo turno nas eleições presidenciais. Segundo Lula, o segundo turno “é a possibilidade de se construir a coalizão de um mandato inteiro”.

Rejeição. Lula também afirmou que é preciso desconstruir a rejeição à presidente Dilma Rousseff. “Não vejo problema em rejeição. Ela existe para ser superada. Se você pegar o histórico, vai perceber que tinha um momento com muita rejeição e teve momento com menos”.

Sabatina

Marcada. Dilma confirmou participação em sabatina promovida pela “Folha de S.Paulo” na próxima segunda-feira, às 15h, no Palácio da Alvorada, com transmissão ao vivo no portal UOL.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave