Argentina envia informações

Como uma política deliberadamente assumida pelo Estado, a tortura foi praticada para se obter informações

iG Minas Gerais |

BRASÍLIA. A Comissão Nacional da Verdade recebeu documentos da Argentina sobre desaparecidos brasileiros, com informações sobre as circunstâncias da prisão e desaparecimento de 11 pessoas. Nessa terça, a comissão divulgou relatório sobre a documentação – que inclui também acervo sobre o monitoramento do ex-presidente João Goulart na Argentina e informações sobre argentinos presos no Brasil.  

Os casos de brasileiros sequestrados e desaparecidos na Argentina presentes no relatório são os de Edmur Péricles Camargo, David Chab-Tarab, Francisco Tenório Cerqueira Júnior – o Tenorinho –, João Batista Rita, Joaquim Pires Cerveira, Jorge Alberto Basso, Maria Regina Marcondes Pinto, Roberto Rascado Rodriguez, Sergio Fernando Tula Silberberg, Sidney Fix Marques dos Santos e Walter Kenneth Nelson Fleury.

Além disso, nessa terça, integrantes da comissão visitaram a Embaixada dos Estados Unidos para agradecer pelos documentos enviados – no encontro, obtiveram a informação de que os Estados Unidos vão continuar mandando documentos para a Comissão Nacional da Verdade.

O regime militar instaurado no Brasil em 1964 levou à morte 380 pessoas, entre as quais 147 desaparecidos, termo usado para se referir àqueles cujos corpos jamais foram entregues às famílias. A maior parte dos mortos e desaparecidos da ditadura lutava por projetos revolucionários, que iam do nacionalismo ao socialismo e foi assassinada nas dependências dos órgãos de repressão e informação do Estado, inclusive das Forças Armadas, após serem submetidos à tortura.

Como uma política deliberadamente assumida pelo Estado, a tortura foi praticada para se obter informações.

Expoentes

Líderes. Em 1969 e 1971, desapareceram os dois líderes revolucionários mais destacados que combateram a ditadura militar no Brasil: Carlos Marighella e Carlos Lamarca.

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