Minas Gerais tem só 15 empresas ativas na Bovespa

Expectativa é dobrar número de companhias na Bolsa

iG Minas Gerais | Helenice Laguardia |

Na Bolsa. O vice-presidente da New York Stock Exchange (NYSE), Alex Ibrahim, quer mais empresas
Giovanny Sa / Divulgacao
Na Bolsa. O vice-presidente da New York Stock Exchange (NYSE), Alex Ibrahim, quer mais empresas

As empresas mineiras listadas na BM&FBovespa são 31, mas, de acordo com o presidente do Instituto Mineiro de Mercado de Capitais (IMMC), Paulo Ângelo de Souza, somente 15 delas têm atuação efetiva e liquidez na Bolsa. Por isso, a expectativa do IMMC é a de dobrar esse volume nos próximos quatro a cinco anos. Enquanto isso, empresas paulistas listadas na Bovespa são 250, de um total de 368 com ações negociadas.

E, em âmbito global, o cenário é pior ainda. Das 97 empresas da América Latina que estão na New York Stock Exchange (NYSE), a Bolsa de Nova York, apenas três são mineiras – Cemig, Copasa e Usiminas – sendo que somente a Cemig pode negociar ações. Para Ângelo, a presença escassa das mineiras na Bolsa de Nova York acontece devido ao pouco tempo que a maior parte das empresas abriu capital.

“Isso não é um processo muito rápido”, admitiu Ângelo, durante o seminário “Mercado mundial de Bolsas de Valores - Incrementando a performance da sua empresa via investimento global”, promovido pelo IMMC, em BH, e que contou com a participação de 40 executivos.

Na Bolsa brasileira, Ângelo disse ainda que o custo e a burocracia também atrapalham. Isso pode mudar com o pacote do governo de estímulo ao mercado de capitais, anunciado em junho. “Tem até incentivo fiscal com isenção de Imposto de Renda. Algumas medidas são imediatas, outras dependem de lei. Para isentar de IR, tem que passar pelo Congresso”, explicou Ângelo. O cenário político também exerce influência na abertura de capital. “Com certeza, as empresas vão esperar passar esse momento político”, disse Ângelo.

O vice-presidente da New York Stock Exchange (NYSE), o brasileiro Alex Ibrahim, fez palestra no evento, e disse que o Brasil recebe apenas 2% da locação global de capital dos investidores na América Latina. “Seria bom mais empresas abrirem mercado”, disse Ibrahim, que não estava autorizado a falar com os jornalistas. O custo de entrada na Bolsa de Nova York é de US$ 150 mil e a manutenção anual gira em torno de US$ 45 mil.

Ibrahim disse que a liquidez é um dos motivos para uma empresa listar sua ação na Bolsa de Nova York, além de o mercado americano ser o maior do mundo.

Em alta

Pregão. A Bovespa encerrou nessa terça seu terceiro pregão consecutivo de alta com 57.983,32 pontos. Vale PNA fechou a R$ 28,45 subindo 0,64% e Petrobras PN a R$ 20,99 com variação de 0,43%.

Advogado está otimista com Brasil O sócio do escritório de advocacia nova-iorquino Skadden, Arps, Slate, Meagher & Flom, em 13 países, Richard Aldrich, está otimista com o Brasil em 2015, devido ao interesse de várias empresas. Aldrich, que fez palestra nessa terça, em BH, disse que faz parte dos fatores de risco do Brasil a interferência do governo na economia brasileira. “O governo faz mudanças de vez em quando, inclusive, fixando preços de produtos no mercado”. Para ele, a eleição de Dilma já está precificada no mercado. “Não vejo a Dilma perdendo a eleição. É a minha visão, mas eu sou estrangeiro”, disse.

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