Índios adoecem ao deixar floresta

Grupo de sete pessoas rompeu isolamento para fugir de perseguição

iG Minas Gerais | Da redação |

Isolamento. 
Índios da Amazônia fazem contato pela primeira vez no último mês  e pegaram gripe
Divulgacao/Funai
Isolamento. Índios da Amazônia fazem contato pela primeira vez no último mês e pegaram gripe

A Fundação Nacional do Índio (Funai) informou nessa terça que um grupo de sete índios que rompeu o isolamento pela primeira vez no último dia 26 de junho adoeceu. Todos contraíram gripe após terem deixado a floresta Amazônica. Eles pertencem a um subgrupo do tronco linguístico Pano. Por meio de um intérprete, a Funai pode constatar que eles estavam em fuga e teriam sofrido atos de violência por parte de não-índios na fronteira entre Brasil e Peru. Ainda não se sabe quem atacou o grupo.

As principais suspeitam caem contra grupos de madeireiros ilegais ou narcotraficantes. Foi provavelmente nesse momento que eles contraíram o vírus da gripe.

A Funai admite que a situação é preocupante, pois a gripe é perigosa para povos isolados que não têm imunidade. Além do risco de que eles espalhassem o vírus para todo a tribo, estimada em cem pessoas, há o risco de infecção por pneumonia.

Em nota, a Funai informou que os índios foram medicados, e que colocou em ação um plano de contigência para auxiliar os índios. “As equipes da Funai e do Ministério da Saúde retornarão à área no próximo mês para vacinar contra a gripe o maior número possível de indígenas desse grupo”.

Os índios pertencem ao à tribo Ashaninka, que vive em total isolamento na floresta Amazônica. Segundo a Funai, o contato aconteceu de forma pacífica, com consentimento dos índios. Porém, o médico

Na última sexta-feira, a Funai e o Ministério da Saúde se reuniram e decidiram retornar à área no próximo mês para vacinar contra a gripe o maior número possível de indígenas sobreviventes desse grupo.

Para o ministro Arthur Chioro, é preciso aumentar a equipe de atendimento aos indígenas, “em especial nesses casos de emergência, como o que aconteceu agora no Acre”. Para isso, o ministério precisa capacitar técnicos e vai lançar uma portaria para regulamentar a questão.

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