Si vis pacem, para bellum

iG Minas Gerais |

“Se queres a paz, prepara-te para a guerra”. Sou um desconfiado e acho que começo a sentir cheiro de fumaça. Passei minha infância lá no Vale do Jequitinhonha, escutando, pelo rádio ligado em bateria de carro, notícias da guerra transmitidas pela Hora do Brasil. Já falei, em livro, sobre esse tempo. O homem não sabe viver sem guerras, e elas movem o mundo, essa é a minha verdade. Por que brigavam os índios? Eles não têm ambições ou idiossincrasias nem são políticos. Brigavam pelo comércio. Uns faziam arcos, flechas e tacapes, e outros caçavam e pescavam. Vêm as trocas, surge o comércio. Depois de algum tempo, todos estão abastecidos de carnes, peixes, arcos, flechas e tacapes. Aí começam as discórdias por divisas, ciúmes e falta do que fazer... E, assim, guerreiam para destruir tudo e começar de novo... É o círculo da vida. Talvez, por estar aposentado, tenha todo o tempo para pensar, a única coisa que, hoje, é isenta de impostos. Paga-se para viver, mas o pensamento é um sentido oculto. Isso me faz lembrar que é preciso despertar a atenção dos candidatos à presidência da República para a necessidade de acabar com o imposto de renda dos que vivem de vencimentos. Vencimento não é renda, é meio de sobrevivência. O cidadão trabalhou a vida inteira, viveu de vencimentos, quantia que mal dá para viver, morar e se alimentar sem luxos. Quando morre, a família tem de pagar imposto para transferir o pouco que deixou de herança, às vezes uma casa modesta que foi financiada. Paga-se para morrer... Chega, cansei de viver neste mundo idiota. Não quero morrer sem ver árabes e judeus pulando fogueira de são João e virando compadres, tempo em que a história desse povo estará sendo contada junto com a do fim das guerras púnicas, entre Roma e Cartago, nos anos 200 a.C. pelo domínio do Mediterrâneo, e não existirão mais petistas e comunistas. Para não deixar o mote das desgraças, no país que se acomoda como a floresta de Sherwood por ser governado exatamente por uma ex-terrorista que acha que é Robin Hood, é bom lembrar essa ridícula tramoia dos Brics, reunião de pobres que querem fundar um banco para acudirem a si mesmos nas dificuldades... A China, que é o segundo PIB do mundo, é, no meu entendimento, o mais pobre deles. Quanto dinheiro é necessário para sustentar um país que é o terceiro do mundo em extensão e possui mais de 1,5 bilhão de habitantes? Qual o custo social dessa responsabilidade? Como dizia um filósofo do cotidiano, lá de Salinas: se lugar for lugar, esse não é um lugar... O Brasil petista é um país encantado pelas extravagâncias e pelo atraso. E para terminar, falo sobre a violação de nossa soberania, primeiramente quando o país foi entregue à Fifa, e agora, a Cuba, já que seu ditador vem aqui e exige segredo quanto à sua presença e hospedagem na Granja do Torto, residência exclusiva do presidente de nossa República. Gente, vamos abrir os olhos, pois estamos passando batido.

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