Tratamento de combate ao vírus HIV no país salva mais que média global

Mortes no Brasil caíram a uma taxa anual de 2,3% entre 2000 e 2013

iG Minas Gerais | Da redação |

Preservativo é fundamental para a prevenção
ALEX DE JESUS/OTEMPO
Preservativo é fundamental para a prevenção

As mortes por HIV/Aids e tuberculose no Brasil caíram a taxas maiores do que a média global desde a adoção dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, em 2000, segundo estudo divulgado ontem. Segundo a rede britânica BBC, o número de anos de vida salvos graças ao acesso a tratamento e prevenção ficou acima do registrado em países em desenvolvimento.

O relatório, publicado na revista científica “The Lancet” e divulgado na Conferência Internacional sobre Aids, na Austrália, aponta que as mortes em decorrência do HIV no Brasil caíram a uma taxa anual de 2,3% entre 2000 e 2013, maior do que os 1,5% registrados globalmente. Nos casos de mortes por tuberculose, a taxa anual de queda foi de 4,5% desde 2000, acima da média global de 3,7%.

No cálculo dos anos de vida salvos graças ao acesso a terapia antirretroviral, programas para prevenir a transmissão do HIV de mãe para filho e a promoção do uso de camisinhas, o Brasil atinge um índice de 0,37, em uma escala que vai de 0,07, para países em pior situação, até 0,49, em países muito ricos.

Globalmente, no pico da epidemia, em 2005, o HIV causou 1,7 milhão de mortes. A incidência global de HIV atingiu seu ponto mais alto em 1997, com 2,8 milhões de novas infecções. Desde então, vem declinando. Em 2013, foram 1,3 milhão de mortes e 1,8 milhão de novas infecções. “O que chamou mais a atenção no Brasil, que já começou com os dados da Unaids divulgados na semana passada, foi que a incidência da doença está estável”, afirmou à BBC Paulo Lotufo, professor da USP.

Os dados divulgados diferem do estudo da ONU divulgado na última semana – que dizia que o índice de novos casos cresceu 11% no Brasil entre 2005 e 2013 – porque são contemplados períodos diferentes.

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