Arábia Saudita e Catar se reúnem para discutir cessar-fogo em Gaza

Oficial sênior do governo saudita disse à Associated Press que príncipe herdeiro Salman e vice-príncipe herdeiro Muqrin também compareceram ao encontro com xeique Tamim bin Hamad al-Thani

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Pela primeira vez desde uma crise diplomática entre potências do Golfo Pérsico, o emir do Catar voou para a Arábia Saudita nesta terça-feira (22) para se encontrar com o rei Abdullah e discutir os planos de cessar-fogo na Faixa de Gaza.

Um oficial sênior do governo saudita disse à Associated Press que o príncipe herdeiro Salman e o vice-príncipe herdeiro Muqrin também compareceram ao encontro com o xeique Tamim bin Hamad al-Thani, do Catar. Além deles, o príncipe Bandar bin Sultan, que atua como conselheiro de segurança do rei Abdullah, e o filho do rei que chefia a Guarda Nacional, príncipe Miteb, também participaram da conversa, que ocorreu na cidade costeira de Jeddah.

A reunião aproximou dois governos árabes influentes, que defendem duas iniciativas distintas de cessar-fogo. A Arábia Saudita apoia a proposta do Egito, aceita por Israel mas rejeitada pelo Hamas, enquanto o Catar é o principal defensor das condições do Hamas para um cessar-fogo. Entre as demandas estão garantias para o fim do bloqueio ao território de Gaza, implementado por Israel e Egito.

O encontro marca o primeiro contato do alto escalão de Catar e Arábia Saudita desde que os sauditas, juntos com Bahrein e Emirados Árabes Unidos, retiraram seus embaixadores de Doha em março para protestar contra o apoio do Catar ao grupo islâmico Irmandade Muçulmana.

A fonte do governo saudita disse à AP que o emir do Catar viajou à Arábia Saudita apenas um dia depois de o ministro de Relações Exteriores do Omã ter se reunido com ele em Doha, sugerindo que alguns membros do Conselho de Cooperação do Golfo estavam avaliando suspender a participação do Catar.

No entanto, a região permanece profundamente dividida. O Hamas é uma ramificação da Irmandade Muçulmana, grupo que foi considerado como organização terrorista na Arábia Saudita e no Egito. Fonte: Associated Press.

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