Acusados de triplo homicídio em show vão a júri

Promotoria alega que réus são perigosos e que crime foi motivado por disputa do tráfico

iG Minas Gerais | cínthia ramalho |


Cerca de 200 pessoas estavam no local quando bandidos chegaram
ALEX DE JESUS/O TEMPO
Cerca de 200 pessoas estavam no local quando bandidos chegaram

Começou nesta terça o julgamento de dois homens acusados de participar de um triplo homicídio, em 2012, em um show de pagode no bar Viola Encantada, no bairro São Geraldo, na região Leste de Belo Horizonte. A promotoria alegou que Luciano Beiral de Oliveira, 37, e Jean Paulo Santos da Fé, 21, são perigosos e envolvidos com o tráfico de drogas. A defesa dos réus, por sua vez, usou depoimentos de parentes para alegar que eles nem sequer estavam no local do crime. Até o fechamento desta edição, o veredito não havia saído.

“Nenhum parente das vítimas está aqui nesta terça por medo de represália. Os réus estão envolvidos com o tráfico e devem permanecer presos, pois são perigosos”, defendeu a promotora Patrícia Estrela Vasconcelos. Ela ainda apresentou as armas usadas no crime e argumentou que as testemunhas da defesa são parentes dos réus, por causa disso, não precisam falar a verdade.

Entenda. O crime aconteceu em agosto de 2012, quando cerca de 200 pessoas assistiam a um show de pagode. Os acusados teriam entrado no bar à procura de Vítor Leonardo dos Santos Souza, 28, que foi assassinado. Além dele, outras quatro pessoas que participavam do evento foram baleadas – sendo que duas morreram no local e as outras foram levadas para o hospital em estado grave.

Além dos réus Luciano Oliveira e Jean da Fé, outros dois homens também teriam participado do crime. Peter Gomes de Moura, julgado em novembro do ano passado, foi condenado a 72 anos de prisão. Já Rodrigo Luiz Marques Cerqueira, 22, foi morto no local – ele foi baleado por policiais enquanto tentava fugir.

Beiral teria encomendado a morte de Vítor Souza porque ele teria assassinado seu irmão, Waldir Beiral, em julho do ano anterior – os dois disputavam um ponto de tráfico na região. Jean da Fé é acusado de dar cobertura aos criminosos.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave