Adolescente é morto por militar depois de fazer ex-namorada como refém

Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) do município declarou que policial atirou para defender vida da vítima

iG Minas Gerais | CAMILA KIFER |

Um adolescente de 17 anos foi morto pela polícia depois de invadir uma escola municipal em Ituiutaba, no Triângulo Mineiro, e ferir a ex-namorada com um facão. O Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) do município declarou que o militar atirou para defender a vida da menor de 13 anos.

Conforme informações do boletim de ocorrência da Polícia Militar (PM), por volta de 15h30, o menor, identificado pelas iniciais I.H.S, invadiu a Escola Municipal Machado de Assis, e pegou a ex-namorada como refém. A adolescente foi levada, sob ameaça de um facão apontado na direção do pescoço, para o refeitório da unidade de ensino.

Militares chegaram ao local, aproximadamente 10 minutos após o chamado. Policiais tentaram conversar com o jovem e fazer com que ele soltasse a jovem. Porém o menor não cedeu e cortou o dedo da ex-namorada. Nesse momento, dois policiais tentaram conter a agressão, mas também foram feridos. Um dos militares efetuou um disparo contra a cabeça do agressor, que morreu na hora.

Os dois militares e a adolescente foram encaminhados para uma Unidade de Pronto-atendimento (UPA) da cidade, porém, devido a gravidade dos ferimentos  foram transferidos para o Hospital São José. As vítimas precisaram levar pontos e foram medicados. No fim da tarde, os pacientes foram liberados. A arma do militar foi recolhida e ele irá responder processo.

O corpo do adolescente foi encaminhado para o Instituto Médico Legal da cidade. A ocorrência foi acompanhada pela mãe do menor.

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A garota de 13 anos contou à  polícia que conheceu  I.H.S pela internet. O namoro durou o período das férias escolares. No fim do recesso, a jovem decidiu terminar o relacionamento. A polícia não soube explica o motivo do término.

Ainda segundo o depoimento da vítima, o ex-namorado morava na cidade de Capinópolis, vizinha do município onde aconteceu o crime. Assim, eles não tinham um contato diário, mas o adolescente não aceitava o fim do namoro.  

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