Tem início júri de dois acusados de mortes em bar no São Geraldo

Serão julgados Jean Paulo Santos da Fé, de 22 anos, que ficou do lado de fora do bar dando cobertura aos atiradores, e Luciano Beiral de Oliveira, de 37, que seria o mandante do crime

iG Minas Gerais | JOSÉ VÍTOR CAMILO |

Para especialistas, índice é alto e motivo seria a falta de planejamento
ALEX DE JESUS - 27.8.2012
Para especialistas, índice é alto e motivo seria a falta de planejamento

Começou, na tarde desta terça-feira (22), o júri de dois suspeitos de serem o mandante e participante do atentado no bar Viola Encantada, no bairro São Geraldo, na região Leste de Belo Horizonte, que deixou quatro pessoas mortas e outros quatro feridos no dia 26 de agosto de 2012. O julgamento teve início às 14h50 e contará com um júri formado por quatro homens e três mulheres. 

Em novembro do ano passado, um dos autores da chacina, Peter Gomes Moura, de 27 anos, que teve o seu processo desmembrado, foi condenado a 72 anos de prisão como executor do crime. Hoje, o júri decidirá pela condenação ou não por homicídio triplamente qualificado de Jean Paulo Santos da Fé, de 22, que ficou do lado de fora do bar dando cobertura, e de Luciano Beiral de Oliveira, de 37, que seria, conforme o Ministério Público, o mandante do crime. 

No dia do atentado, foram mortos Vitor Leonardo dos Santos Souza, de 27, que seria o alvo dos dois atiradores,  Mara Lúcia da Silva, de 28, e Cézar Augusto dos Santos Brito, de 22, que era  clientes do bar e foram vítimas de balas perdidas. Durante a fuga, o atirador Rodrigo Luiz Marques Cerqueira, de 22, trocou tiros com a polícia e acabou morto nas proximidades do estabelecimento. 

Antes do início do júri a promotora do caso, Patrícia Estrela de Oliveira Vasconcelos, que também fez a acusação do suspeito já condenado, afirmou que existem provas periciais e testemunhais do envolvimento dos acusados. "Os jurados é que julgarão de acordo com o que for apresentado. Mas a expectativa é de que eles sejam condenados, pois não há dúvidas de que sejam assassinos muito perigosos, envolvidos com o tráfico de drogas", finalizou a promotora.

Apesar das acusações, a mulher de Luciano, Karina Beiral, de 33, afirma que o marido é inocente. "Ele nem sequer estava no local do crime no dia. Estava em uma boate", limitou-se a defender a companheira do acusado. 

A primeira testemunha a ser ouvida durante o julgamento foi a irmã do Luciano, Olívia Beiral, que foi arrolada como informante pela defesa dos acusados. Em seu depoimento ao juiz, ela afirmou que Vitor, traficante morto no bar, teria matado o irmão deles, Waldir Beiral de Oliveira, em 2011. Ela também afirmou que o irmão estava em uma boate no dia do atentado e só chegou em casa às 4h, sendo que só ficaram sabendo do crime no dia seguinte pelos jornais. 

Relembre o caso

No dia 26 de agosto de 2012, um domingo, acontecia um show de pagode no bar Viola Encantada quando o local foi invadido por dois homens fortemente armados com uma submetralhadora espanhola e uma pistola calibre 380. A dupla foi em direção ao fundo do bar, onde estava Vítor Leonardo, que seria rival dos atiradores e alvo do atentado. 

Durante o tiroteio, dois clientes do bar acabaram atingidos e morreram e um dos atiradores acabou morto após trocar tiros com a polícia. Além deles, também foram baleados e ficaram feridos Heloá Alves de Oliveira, 22, Carlos Martins Dias, 29, Otávio Henrique Caldas, 29, e Kelly Pipper de Souza, 25.

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