Ariano Suassuna está em coma e respira por aparelhos

Escritor paraibano, de 87 anos, passou por cirurgia de emergência após sofrer um AVC e segue internado no Recife

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Em agosto do ano passado, Ariano Suassuna sofreu um infarto do miocárdio e um aneurisma cerebral
Reprodução
Em agosto do ano passado, Ariano Suassuna sofreu um infarto do miocárdio e um aneurisma cerebral
Meses depois de ter sofrido um infarto do miocárdio e um aneurisma cerebral, o escritor e dramaturgo paraibano Ariano Suassuna, de 87 anos, está em coma e respirando com ajuda de aparelhos. Ele se encontra internado na UTI Neurológica do Real Hospital Português, no Recife. A informação consta de boletim médico assinado pela neurocirurgiã Feliciana Castelo Branco, divulgada às 11h30 na manhã desta terça-feira (22).    Seu quadro clínico é considerado grave, mas estável.O boletim diz ainda que Suassuna foi submetido, na noite desta segunda (21), a um procedimento cirúrgico com colocação de dois drenos para controlar a pressão intracraniana, provocada por um Acidente Vascular Cerebral (AVC) do tipo hemorrágico. Ele foi submetido a uma cirurgia neurológica de emergência e ainda não há previsão de alta da UTI.   Autor de obras como "O Auto da Compadecida", "Uma mulher vestida de sol" e "Romance da Pedra do Reino", Ariano Suassuna foi o idealizador do Movimento Armorial, na década de 1970 - arte erudita a partir de elementos da cultura popular nordestina em todas as áreas música, dança, artes plásticas. É membro da Academia Brasileira de Letras (ABL).   Ele deu aula-espetáculo na sexta-feira, em Garanhuns, no agreste pernambucano, dentro da programação do Festival de Inverno da cidade, quando falou sobre o compositor pernambucano Lourenço da Fonseca Barbosa, o Capiba (1904-1997), autor de frevos consagrados.   Suassuna foi secretário estadual de Cultura no período 1994-1998 durante o governo de Miguel Arraes (1916-2005) e assumiu o mesmo cargo, como secretário especial no primeiro mandato do governo Eduardo Campos (PSB), neto de Arraes, em 2007. Seu foco sempre foi o da valorização da cultura popular, posicionando-se também contra qualquer estrangeirismo da língua portuguesa.   Engajado na campanha presidencial de Campos, esteve presente no lançamento da sua candidatura em Brasília e participou, no dia sete, de um encontro da militância do candidato, no Paço Alfândega, no Recife.       

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