Dunga prega seleção mesclada e sem 'cota' para jovens

Treinador disse que base de 2014 será avaliada; para o novo comandante, 'quem tem de se firmar é o jogador'

iG Minas Gerais | JOSIAS PEREIRA |

Dunga cumprimenta José Maria Marin após apresentação como novo treinador da seleção
Rafael Ribeiro/CBF
Dunga cumprimenta José Maria Marin após apresentação como novo treinador da seleção

A necessidade de resultados após o vexame brasileiro sofrido na semifinal da Copa, quando a Alemanha goleou o escrete canarinho por 7 a 1, no Mineirão, imputa a Dunga uma necessidade de respostas imediatas. E isto inclui mudanças na mentalidade da formação da equipe, entre elas o trabalho com os jovens jogadores. Durante o Mundial do Brasil, ficou claro o desequilíbrio emocional de alguns atletas considerados pilares da seleção. A instabilidade recebeu críticas e os fatores juventude e inexperiência foram citados inúmeras vezes pelos analistas.

Em contrapartida, Dunga foi o responsável pela seleção brasileira mais experiente que disputou uma Copa do Mundo. A média de idade dos convocados de 2010 era de 29 anos e três meses. E pelo tom de sua entrevista de retorno ao cargo, a tendência é que o status se mantenha.

"O importante é colocar novos e experientes no momento certo. Os novos do Brasil têm experiência em clubes e seleção. Temos de colocar os jogadores aos poucos, e eles não vão entrar por ser novos, mas por competência. Em 2010 a missão era resgatar o carinho do torcedor pela seleção, e ali nós também buscamos jovens. Agora, uma coisa é abrir espaço, mas quem tem de se firmar é o jogador. Tem de se incluir pelo rendimento", disse.

"Vamos ter no caminho a Copa América, competição em que vamos enfrentar seleções com muita qualidade, e vamos buscar uma mescla de jogadores novos com os mais experientes", completou Dunga.

O treinador fala em mescla, mas vale lembrar que quando assumiu em 2006, Dunga também falou em reformulação. No fim das contas, nove jogadores acima dos 30 anos acabaram convocados pelo comandante para a Copa da África do Sul. Ramires era o mais novo com 23 anos de idade, enquanto, contrariado o apelo popular, Neymar e Paulo Henrique Ganso não foram convocados. O planejamento de Dunga também entra em choque com uma proposta de Gallo, que estudava criar na seleção uma cota de 40% para jogadores com idade olímpica. 

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