FA pede que Fifa publique relatório sobre corrupção

Federação exige explicações da principal entidade do futebol mundial porque era candidata para sediar a Copa de 2022, além da de 2018

iG Minas Gerais | AGÊNCIA ESTADO |

A Associação de Futebol da Inglaterra (FA) pediu, nesta terça-feira, que a Fifa publique o relatório com as conclusões da investigação sobre as denúncias de compra de votos no processo de escolha do Catar como sede da Copa do Mundo de 2022. "Nós, como a FA, vamos pedir isso", declarou o presidente da entidade, Greg Dyke, ao parlamento britânico.

A Fifa iniciou a investigação, comandada pelo promotor norte-americano Michael Garcia, depois que o jornal inglês Sunday Times denunciou um esquema de compra de votos. A FA exige explicações da principal entidade do futebol mundial porque era candidata para sediar a Copa de 2022, além da de 2018, na Rússia, que também está sendo alvo de investigação.

Na última segunda, a Fifa comunicou sobre um novo adiamento da entrega do relatório, uma vez que Michael Garcia pediu mais tempo para concluir a investigação. Inicialmente, o promotor havia prometido liberar o documento em junho, depois adiou para o fim de julho e, agora, pediu uma nova extensão do prazo até o início de setembro.

Até o momento, nem Michael Garcia nem a Fifa divulgaram qualquer detalhe sobre este relatório. Nesta terça, Greg Dyke disse esperar que esta postura mude e que o documento seja liberado. "Senão, eu espero que o Sunday Times consiga se apoderar dele", comentou o presidente da FA.

Segundo o jornal inglês, cartolas do Catar teriam pago pelo menos US$ 5 milhões (aproximadamente R$ 11,2 milhões) para comprar votos para que o país fosse escolhido como sede do Mundial de 2022. O maior alvo da denúncia é Mohamed Bin Hammam, um dos principais agentes do futebol do Catar, que teria atuado em diversas regiões do mundo para comprar apoio. A principal delas foi a África, que teve quatro cartolas votando na eleição.

Bin Hammam teria usado mais de dez fundos para fazer dezenas de pagamentos de até R$ 447,8 mil para presidentes de 30 federações de futebol no continente. O Comitê Organizador da Copa no Catar nega as acusações.

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