Escuta telefônica mostra preocupação de Sininho ser indiciada em Minas

As autoridades mineiras negam a participação de Sininho nos atos violentos que aconteceram em torno da Praça da Liberdade no dia 12 de junho, mas mesmo assim, a ativista tem se demonstrado preocupada com o caso

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Detidos. A ativista Elisa Quadros, conhecida como Sininho, e outros nove foram presos ontem no Rio de Janeiro
José Pedro Monteiro
Detidos. A ativista Elisa Quadros, conhecida como Sininho, e outros nove foram presos ontem no Rio de Janeiro

Um relatório da Polícia Civil do Rio de Janeiro afirma que a ativista Elisa Quadros Pinto Sanzi, a Sininho, teme em ser indiciada em Minas Gerais por formação de quadrilha em atos de vandalismo durante as copas das Confederações e do Mundo em Belo Horizonte. As autoridades mineiras negam a participação de Sininho nos atos, mas mesmo assim, a ativista  tem se demonstrado preocupada com o caso.

Escutas telefônicas obtidas por investigadores do Rio, destacam a preocupação da ativista durante conversa com o padrasto. “Estou mais preocupada com a de Minas. Lá, eles já têm provas para me indiciar por formação de quadrilha”, desabafa.

A delegada Gislaine de Oliveira Rios, responsável por 10 casos gerados após os atos de vandalismo nos dias 12 e 14 de junho deste ano, disse que não foi encontrado nenhuma prova da participação de Sininho nas manifestações em torno da Praça da Liberdade no dia 12 do mês passado. O promotor do Ministério Público de Minas Gerais, Marcelo Mattar, também desconhece essa relação.

Sininho é uma das 23 pessoas indiciadas por atos violentos em manifestações no Rio de Janeiro e é apontada como líder do grupo de ativistas.