Dinheiro parado é ruim para o sistema

iG Minas Gerais |

Apesar de não haver irregularidade, na avaliação de especialistas na área econômica, “não é lógico” guardar dinheiro em espécie em casa, já que ele perde o valor. Segundo o professor de economia da PUC Minas Flávio Constantino, investir os recursos até na poupança, uma das modalidades mais conservadoras do mercado, renderia 0,5% ao mês, totalizando 6% ao ano.

“A gente não pode imaginar que uma pessoa que guarda milhares de reais em casa utiliza esse recurso para despesas gerais, do dia a dia. Então, é claro que o melhor é aplicar”, justifica. Se Leonardo Quintão (PMDB) aplicasse na poupança, por exemplo, os R$ 2,6 milhões em espécie que mantém na sua residência, em um mês ele ganharia R$ 13 mil.

Manter o dinheiro fora de aplicações também gera consequências negativas para o sistema financeiro, segundo o economista. “Quando a pessoa guarda esse dinheiro e não o usa, o Banco Central tem um custo para reimprimir as moedas. É um prejuízo”, ressalta Constantino.

O especialista cita ainda a redução da oferta de crédito e problemas na taxa de juros como outras situações negativas geradas pelo dinheiro sem circulação. (IL)

Municipal

Eleições. Em 2012, O TEMPO mostrou que 29 candidatos a prefeito em cidades mineiras com mais de 50 mil eleitores declararam à Justiça ter entre R$ 10 mil e R$ 688 mil em espécie.

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