O fim do retorno dos Python

Último show dos comediantes britânicos teve participação de Mike Meyers e foi visto por uma legião de fãs

iG Minas Gerais |

Clube dos cinco. Michael Palin, John Cleese, Terry Jones, Terry Gilliam e Eric Idle ainda fazem rir.
Jason Kempin
Clube dos cinco. Michael Palin, John Cleese, Terry Jones, Terry Gilliam e Eric Idle ainda fazem rir.

SÃO PAULO - O ator, comediante e escritor Mike Myers, conhecido pelos filmes da franquia “Austin Powers”, fez uma participação especial na última apresentação da história do grupo de humor britânico Monty Python. A despedida foi anunciada pelos integrantes em junho.

O show realizado no domingo (20), em Londres, teve 15 mil assentos ocupados. Foi a décima subida do grupo aos palcos da O2 Arena, fechando a temporada de apresentações que marcou o retorno dos comediantes britânicos. Eles não atuavam juntos há mais de 30 anos.

Além da companhia de Myers, os Python contaram com a ajuda do dublador da série “Os Simpsons”, Harry Shearer, para o grande final. A apresentação uniu um apanhado das esquetes mais famosas do grupo – criador da “Clínica de Argumentação”, do “Papagaio Morto” e de “Spam”, entre outras.

A apresentação também conquistou os telespectadores – foi recorde de audiência no canal britânico Gold, que exibiu o show ao vivo na noite do domingo, alcançando mais de 700 mil pessoas. Para completar, cerca de 570 cinemas do Reino Unido e da Irlanda transmitiram a reunião, além de outras 1.800 salas espalhados pelo mundo.

Quando anunciou o retorno do Monty Python, Terry Gilliam (um dos integrantes com carreira paralela mais produtiva, que dirigiu “Brazil: o Filme”) declarou: “Vai ser uma homenagem pré-póstuma com toda a dança e os risos que podem esperar”. A piada com a posteridade é feita por um grupo de comediantes que já estão, todos, na casa dos 70 anos.

Em pouco mais de 40 segundos, os ingressos para o primeiro show colocados à venda se esgotaram – e mais quatro datas foram anunciadas imediatamente.

Segundo a revista “Hollywood Reporter”, os cinco Python vivos – Eric Idle, Michael Palin, John Cleese, Terry Jones e Terry Gilliam – devem faturar cerca de US$ 3,7 milhões (R$ 8,23 milhões) com o “Monty Python Live”, sendo que parte do lucro será destinado aos herdeiros de Graham Chapmam, o sexto integrante da trupe, que morreu de câncer em 1989.

Revolução. O humor nonsense e satírico do Monty Python revolucionou a televisão britânica da década de 1970. Os seis integrantes originais conquistaram o público televisivo e a crítica com a série “Monty Python's Flying Circus”, transmitida pela rede britânica BBC entre 1969 e 1974.

Quando a série terminou, o Monty Python migrou para o cinema e fez filmes que se tornariam cultuados por uma legião de fãs, como “Monty Python em Busca do Cálice Sagrado” (1975), “A Vida de Brian” e “O Sentido da Vida” (1983).

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