Decisão em casa, liderança azul e o retrocesso na seleção

iG Minas Gerais |

O Atlético poderá ser campeão da Recopa desde que não entre com o espírito de “já ganhou”, muito comum de todos os clubes brasileiros quando se encontram em situação semelhante. Venceu fora de casa, tem time aparentemente superior e se julga no direito de apenas administrar o resultado do jogo passado, se esquecendo de jogar. Principalmente contra argentinos, sempre tinhosos, perigosíssimos, que adoram esse tipo de situação. O Galo precisa jogar do jeito que jogou em Lanús, partindo para o jogo. Se entrar pensando em empate, pode se ferrar. Incontestável Dentro de sua característica de surpreender os adversários nos primeiros 15 minutos, o Cruzeiro deu um choque no Palmeiras, fazendo 2 a 0, aos sete e aos dez minutos, com Ricardo Goulart e Manoel. Até aos 20 minutos poderia ter feito mais dois. A partir daí, o time paulista acordou, equilibrou as ações e terminou melhor o primeiro tempo. Só não fez gols porque mais uma vez Fábio fez a diferença. O goleiro do Palmeiras também se chama Fábio, mas não tem a mesma eficiência do xará e tomou dois gols plenamente defensáveis. Bem demais Contra o Vitória, o zagueiro Manoel foi o destaque entre os estreantes. Nesse jogo no Pacaembu, Marquinhos foi o destaque, com assistência para os dois gols e muita velocidade. No segundo tempo, o Palmeiras tentou fazer gols logo no início, mas parou no do Tobio, aos 8 minutos. O Cruzeiro resistiu bem à pressão e explorou os contra-ataques.  Bobeada grave Sábado, o Atlético melhorou um pouco com as mexidas no intervalo. O time está sem liderança em campo, e o principal reflexo disso foi o gol tomado, de cabeça, do Titi. O jovem zagueiro Jemerson não foi alertado por ninguém de que o adversário estava chegando para cabecear. Com Josué e Eduardo lentos e únicos para marcar, os laterais não podiam atacar. Bom tamanho Guilherme acordou no segundo tempo. Maicossuel só se fazia notar em campo pelo corte de cabelo, que imitava o Balotelli. Luan entrou no lugar dele, e o time melhorou muito. Pedro Botelho no de Alex Silva, e o Galo passou a explorar a velocidade. Luan empatou, e partir daí o Bahia se recompôs em campo e passou a explorar os contra-ataques. Esteve muito próximo de chegar ao segundo gol, mas esbarrou em Victor. Com folga O Cruzeiro disparou na liderança, cinco pontos à frente do Corinthians, e, passadas 11 rodadas, ainda não apareceu nenhum adversário com jeito de que possa incomodá-lo. O Atlético não pode tentar justificar o empate com os desfalques, se quiser brigar pelas primeiras posições do Campeonato, já que o Bahia é um time apenas razoável. Desperdiçou pontos que podem fazer muita falta na reta final. Assédio O América recomeçou muito bem a Série B e, depois de duas vitórias consecutivas em casa, chega à 12ª rodada na vice-liderança. Disputa dificílima, dentro e fora de campo. O Coelho luta bravamente para resistir ao assédio de clubes da Série A e também da B sobre os seus principais jogadores. Menos mal, que só perdeu, até agora, o goleiro Mateus, para o Braga, de Portugal. Só faltava essa Disse Romário em entrevistas quinta-feira sobre Gilmar Rinaldi, o novo manda-chuva da seleção brasileira: “Só os dois ratos do Marin e do Del Nero para escolherem uma pessoa como essa. Para piorar, ele ainda é agente da Fifa.” Essa curriola de sempre é que manda no futebol brasileiro e deverá confirmar o nome de Dunga como sucessor de Felipão. Gilmar é chegado dele há anos, e vão conciliar seus interesses pessoais.

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