Campanha de Dilma vai procurar Skaf para montar segundo palanque

Proposta que será levada pelo coordenador da reeleição no Estado e prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho, prevê agendas conjuntas ou apenas apoio na propaganda eleitoral

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Com a alta taxa de rejeição da presidente Dilma Rousseff em São Paulo, a campanha de reeleição da petista vai procurar o PMDB nos próximos dias para acertar a composição de uma agenda de campanha e a formação do segundo palanque no Estado.

A proposta que será levada pelo coordenador da reeleição no Estado e prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho, prevê agendas conjuntas ou apenas apoio na propaganda eleitoral na televisão, que começa a partir do dia 19 de agosto.

Marinho já teve uma conversa prévia com o presidente do PMDB em São Paulo, Baleia Rossi, e vai procurar ainda o vice-presidente, Michel Temer, e o próprio candidato do PMDB ao governo Paulista, Paulo Skaf, para tratar do tema.

Skaf, segundo colocado nas pesquisas com 16% das intenções de voto, resiste em abrir espaço para Dilma com receio de ser contaminado pela rejeição da presidente.

Marinho disse que, independente da presença física de Dilma em São Paulo , maior colégio eleitoral do país, haverá campanha maciça pela petista.

"O que está claro é que ela precisa de uma forte presença em São Paulo. Vamos garantir a presença dela, mas também vamos procurar as candidaturas de aliados que trabalharão, vamos sentar para conversar para decidir como será a campanha", disse o prefeito.

"Vamos propor que o PMDB participe para valer da campanha de Dilma. O segundo turno em São Paulo depende dos candidatos de Dilma terem um desempenho melhor do que estão tendo. Isso vale para Skaf e para o Alexandre Padilha [candidato do PT ao governo de São Paulo]", disse.

O prefeito afirmou ainda que o ex-presidente Lula estará nesta terça-feira (22) com prefeitos aliados em Praia Grande, conversando sobre a campanha de Dilma.

Coordenador da campanha petista, Emídio de Souza, minimizou a procura do PMDB para um segundo palanque. "Nós sabemos que a campanha de Dilma precisa de um reforço, precisa conversar com outras forças".

Padilha desconversou sobre o apoio, mas alfinetou. "Sou a única candidatura que nunca escondeu a presidente Dilma".

A tentativa de aproximação da campanha da reeleição com Skaf ocorre após a subida de tom de integrantes da campanha de Padilha contra o peemedebista o chamando de "candidato patrão". Apesar de petista admitirem cotoveladas contra Skaf nos bastidores, Emídio disse que ataques contra o adversário não fazem parte do discurso da campanha e são lançados por setores do PT.

A movimentação petista em São Paulo foi reforçada após pesquisa Datafolha finalizada na quarta mostrar que Dilma tem 35% de rejeição no país. Está acima das taxas de seus concorrentes e dos 19% da própria petista no mesmo período de 2010, ano em que ela foi eleita presidente.

Mas o número chega a parecer pequeno se comparado com o que ocorre em São Paulo hoje. No Estado que reúne 22,4% do eleitorado, 47% dizem que não votariam em Dilma de jeito nenhum. Na capital, 49% respondem assim.

METRÔ NO ABC

Luiz Marinho e Padilha fizeram nesta segunda uma caminhada na hora do almoço pelo centro de São Bernardo, berço político do ex-presidente Lula. Passeou entre os lojistas, se apresentou para os moradores da cidade.

A caminhada terminou com discursos, na Praça Matriz. Por lá, o candidato atacou o governo de Geraldo Alckmin (PSDB), que busca a reeleição, pela crise de abastecimento e pela falta de metrô para a região. Ele prometeu fazer parcerias com a iniciativa privada, no modelo de concessões, para levar metrô até a cidade.

Ele prometeu ainda criar um portal de segurança para todo ABC, usando câmeras para monitorar placas de carro e identificar possíveis crimes.

Padilha alfinetou o tucano dizendo que o PT mostra que pode andar de cabeça erguida nas ruas, de dialogar sem se esconder.

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