Após 14 anos, Gerrard diz adeus à seleção inglesa

Apesar de deixar o time como jogador, Gerrard continuará ligado à seleção, já que será embaixador do futebol inglês

iG Minas Gerais | AGÊNCIA ESTADO |

O experiente Gerrard ainda vê grupo confiante antes de partida decisiva contra Uruguai
FA/Divulgação
O experiente Gerrard ainda vê grupo confiante antes de partida decisiva contra Uruguai

A decepcionante eliminação ainda na primeira fase da Copa do Mundo, no Brasil, foi o último capítulo de Steven Gerrard com a camisa da seleção inglesa. Nesta segunda-feira, o veterano jogador de 34 anos anunciou que não defenderá mais as cores do país, 14 anos depois de sua primeira convocação.

Gerrard atuou em 114 partidas pela Inglaterra, marca que o garante como terceiro jogador com mais jogos pela seleção, atrás apenas de Peter Shilton (125) e David Beckham (115). Se deixa a equipe como jogador, Gerrard continuará ligado à seleção, já que será embaixador do futebol inglês.

"Eu me diverti em cada minuto que representei meu país, e é um dia triste para mim, sabendo que não vou vestir a camisa da Inglaterra outra vez", declarou em entrevista ao site da Associação de Futebol do país (FA). "No entanto, estou ansioso por continuar minha forte relação com a FA e ajudar de qualquer forma que puder a evoluir".

A estreia de Gerrard pela Inglaterra aconteceu em 2000, em uma vitória por 2 a 0 diante da Ucrânia, em Wembley. Desde então, foram três Copas do Mundo (2006, na Alemanha; 2010, na África do Sul; e 2014, no Brasil), sendo as duas últimas como capitão, posto que ocupou em 38 oportunidades com a camisa da seleção.

A decepção no Brasil, no entanto, foi o suficiente para colocar ponto final na trajetória do jogador pela seleção. No Mundial, a Inglaterra terminou na última colocação do Grupo D, com apenas um ponto em três partidas. Após a competição, Gerrard admitiu que cogitava deixar a equipe, mas só confirmou nesta segunda.

"Esta foi uma decisão muito difícil, uma das mais difíceis que eu já tive que tomar na minha carreira. Eu agonizei sobre isso desde que voltei do Brasil e conversei com a minha família, com amigos e pessoas próximas a mim no futebol antes de chegar a este ponto", comentou o jogador do Liverpool.

O técnico da seleção, Roy Hodgson, lamentou a decisão, mas disse respeitá-la. "Enquanto estou desapontado pela decisão, posso entender inteiramente a situação do Steven e não tenho reclamações a fazer pelo incrível serviço prestado ao país. Eu preciso respeitar seus desejos após as conversas que tivemos e o tanto que ele pensou sobre o assunto".

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