Jeff Koons em grande escala

Retrospectiva do artista no Whitney Museum é a maior que a instituição já realizou

iG Minas Gerais |

Reproduz. Escultura da série “Made in Heaven”, que reproduz o artista e Cicciolina
Jeff Koons / Divulgação
Reproduz. Escultura da série “Made in Heaven”, que reproduz o artista e Cicciolina

A primeira retrospectiva do norte-americano Jeff Koons, que acontece no Whitney Museum, é uma chance para checar os adjetivos ligados ao seu trabalho: provocador, pop, kitsch ou comercial? Está lá o “Balloon Dog”, escultura em forma de cão de 3 metros de altura, em aço polido, obra mais cara da história para um artista vivo: um dos cinco exemplares foi leiloado em 2013 por US$ 58 milhões.

No andar de baixo do prédio estão as controversas imagens do artista com a ex-atriz pornô Cicciolina, com quem ele se casou logo após o trabalho, intitulado “Made in Heaven”, em 1989. Esta parte da mostra, com conteúdo “explicitamente sexual”, como alerta a placa, fica ao lado de espelhos em forma de bichos e do enorme Michael Jackson de porcelana com seu macaco de estimação. Harmonia só possível no universo de Koons.

“A retrospectiva mostra como seus icônicos objetos conversam entre si, como parte de uma história convincente e multifacetada”, diz o curador, Scott Rothkopf. A exposição é a maior e a mais cara feita no museu. Foi escolhida para a despedida do prédio no Upper East Side. Em 2015, o Whitney se muda para o Meatpacking District, no Sul de Manhattan. Para Adam Weinberg, diretor do museu, Koons é um dos artistas determinantes deste tempo.

Um destaque é a obra que Koons, 59, levou 20 anos para concluir. “Play-Doh”, nome de uma marca de massa de modelar, imita um enorme monte de massinha colorida. “A ideia veio de uma pilha feita por seu filho Ludwig. O interesse de Koons vem da liberdade de expressão que aquilo permite à criança”, diz Rothkopf.

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