Programa federal busca aumentar abrangência

Do lado das comemorações, no entanto, estão a assertividade de continuar o trabalho que, neste momento, busca por mais abrangência

iG Minas Gerais | Vinícius Lacerda |

Consumo de cinema pelo programa deve aumentar ainda este ano
CRISTIANO TRAD / OTEMPO
Consumo de cinema pelo programa deve aumentar ainda este ano

Depois de quase um ano em que foi implementado definitivamente, o Vale-Cultura divulgou os primeiros dados de sua atuação. Os números são promissores e indicam que cada vez mais os cidadãos brasileiros poderão fruir da cultura, em suas diferentes formas.  

Do lado das comemorações, no entanto, estão a assertividade de continuar o trabalho que, neste momento, busca por mais abrangência. “Queremos agora aumentar a dimensão do programa, pois há demandas em todas as regiões do país”, afirma o secretário de Fomento e Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura, Ivan Domingues. “Acredito que as empresas de cidades pequenas e de grande porte precisam conhecer o programa, pois, assim, acho que, com certeza, entrarão no programa”, completa.

Para efetivar isso, o primeiro passo tem sido estabelecer parcerias com sindicatos. Primeiro, foi a Federação Brasileira de Bancos, e agora, a proposta foi apresentada para o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC paulista. “A intenção é que 43 mil funcionários passem a contar com o benefício. Mas há mais de 1 milhão de metalúrgicos em São Paulo e há potencial grande para atender a todos eles”, diz Domingues, que afirma que a Fiat, em Minas Gerais, é um dos próximos focos do ministério.

A ideia é também que não só novas empresas passem a aderir ao programa – atualmente 9.000 estabelecimentos no país são cadastrados –, mas também que novos locais de consumo cultural comecem a aceitar o cartão, um fato de constante reclamação de alguns usuários. “Vários lugares ainda não aceitam o cartão e isso aqui na empresa é comentado por todos. Tem sala de cinema, por exemplo, que aceita o cartão do programa, mas não aceita a bandeira. Isso tem restringindo muito o uso”, comenta a analista de negócios Aline Lacerda Pinto, 32.

Um problema que, segundo Domingues, tende a diminuir nos próximos meses, pois uma grande rede de cinemas aderiu ao programa. Ele também afirma que não só os amantes da sétima arte vão sair ganhando. “Atualmente, a aceitação em teatro é reduzida, mas logo isso vai mudar. A intenção é que tenhamos mais ofertas para que a população comece a utilizar todos os serviços”, afirma.

Para fomentar tudo isso, o Vale-Cultura vem contando com um poderoso aliado que, no entanto, não estará presente nos próximos meses. “Temos feitos campanhas na televisão e no rádio que têm ajudado muito a chegar até pequenas cidades e empresas, mas, devido ao período eleitoral, elas saíram temporariamente do ar”, lamenta.

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