Apoio a populações locais ajudaria a conter o desmatamento

Especialista defende rígida fiscalização do cumprimento das regras do Código Florestal

iG Minas Gerais | Lucas Ragazzi * |

Antonio Cruz/ABr
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Apesar da adotação do novo Código Florestal no ano passado, a questão ambiental continua sendo alvo de amplo debate no país. De acordo com o Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, divulgado em maio deste ano, Minas Gerais é o Estado campeão em desmatamento da Mata Atlântica. No país, as ações governamentais não conseguem impedir que florestas continuem sendo devastadas. Com 8.437 hectares de áreas destruídas, o Estado é seguido por Piauí (6.633 ha), Bahia (4.777 ha) e Paraná (2.126 ha). Juntos, eles são responsáveis por 92% do total dos desflorestamentos, o equivalente a 21.973 ha. Para o professor Frederico Neves, da UFMG, é essencial que cada candidato se esforce para seguir o código. “Com o texto aprovado pelo Congresso, é possível manter a biodiversidade e os serviços ecossistêmicos, o que garante a qualidade de vida de todos os cidadãos”, afirma. Além disso, o professor considera que é responsabilidade da política local garantir os recursos necessários para realizar manutenções nas unidades de conservação, mas sempre mantendo-se atentos para quem vive nas regiões. “É necessário que se mantenha sempre uma condição para a sobrevivência das populações locais. Com isso, estariam protegidos tanto o meio ambiente quanto os habitantes tradicionais”, afirma. De acordo com o IBGE, a população indígena presente em Minas ultrapassa a marca de 10 mil pessoas.   * Com Supervisão de Ricardo Corrêa

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