Eymael foi deputado constituinte e fundou o PSDC ao perder espaço

Famoso pelo jingle que repete a cada disputa, ele tenta pela quarta vez chegar ao Planalto

iG Minas Gerais | Da Redação |

Na década de 80, foi eleito deputado federal e participou da feitura da Constituição
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Na década de 80, foi eleito deputado federal e participou da feitura da Constituição
José Maria Eymael é um dos mais conhecidos candidatos a presidente da República. Não pelo desempenho nas urnas, mas pelas tantas vezes em que concorreu. Nascido em POrto Alegre, em 1939, é filho do servidor público João Eymael com a professora Lígia Porto. Empresário, começou sua militância política em 1961, como líder universitário. Naquele ano, teve forte participação na Campanha pela Legalidade, movimento que reivindicava o cumprimento da Constituição da época na sucessão presidencial.  Em 1962, Eymael filiou-se ao Partido Democrata Cristão (PDC), que, no entanto, seria extinto pela ditadura militar três anos depois. Só em 1985, ao reconstruir a legenda, foi candidato a prefeito de São Paulo, não obtendo sucesso, porém. A campanha à prefeitura, no entanto, contribuiu para a vitória quatro anos depois, quando foi candidato a deputado federal. Com 72 mil votos, impulsionado pelo jingle "Ey-Ey-Eymael", que é usado até hoje, tornou-se parlamentar e atuou na Assembleia Nacional que construiu a Constituição de 1988. Dois anos após a promulgação da Carta, conquistou seu segundo e último mandato de deputado federal. O bom desempenho nas eleições proporcionais novamente não iria se repetir na disputa majoritária em 1992. Na ocasião, perdeu a disputa pela Prefeitura de São Paulo pela seunda fez. Com a junção do PDC com o PPR, Eymael deixou o partido em 1993 e, em busca de mais espaço, fundou o Partido Social Democrata Cristão (PSDC), dois anos depois. A primeira tentativa de se eleger presidente da República se deu em 1998, já pelo PSDC. Desde então, está sempre na disputa, exceto em 2002, quando trabalha na estruturação das campanhas do partido. Em 2006 e em 2010, tentou chegar ao Planalto sendo que, na última oportunidade, registrou 89 mil votos, ficando em quinto lugar.  EM 2014, pela quarta vez, aparece entre os postulantes ao cargo máximo da política brasileira.

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