Rebeldes assumem controle dos corpos recuperados após queda do MH17

Líderes europeus exigem que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, garanta aos investigadores internacionais acesso completo ao local

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Imagem do local onde caiu boeing da Malasya Airlines, na Ucrânia
AP Photo / Dmitry Lovetsky
Imagem do local onde caiu boeing da Malasya Airlines, na Ucrânia

Os rebeldes do leste da Ucrânia assumiram o controle neste domingo (20) dos corpos recuperados após a queda do avião da Malaysia Airlines, enquanto líderes europeus exigiram que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, garanta aos investigadores internacionais acesso completo ao local.

A questão sobre quem tem o controle da coleção de evidências no local da queda dominou os acontecimentos do dia. Investigadores internacionais afirmaram que os rebeldes armados limitaram o acesso ao local e autoridades ucranianas alegaram que os separatistas tiraram os corpos da região à força.

A revolta internacional com a maneira com a qual os rebeldes estão lidando com os corpos das vítimas ganhou força em meio ao temor de que eles possam também estar prejudicando as evidências que se encontram no local.

O líder rebelde de Donetsk, Alexander Borodai, afirmou que os corpos recuperados do local onde o avião caiu permanecerão em quatro vagões refrigerados na cidade de Torez, controlada por rebeldes e localizada a 15 quilômetros do local, até a chegada da delegação internacional de aviação. "Os corpos não irão a nenhum lugar até que especialistas cheguem", disse ele.

Borodai também afirmou que as caixas pretas do avião foram recuperadas e serão entregues aos especialistas. Ele disse estar esperando uma equipe de 12 especialistas da Malásia e mostrou decepção em relação ao tempo de espera. Ele insistiu que os rebeldes não interferiram com a investigação, apesar dos relatos que apontam o contrário.

Enquanto isso, autoridades do governo ucraniano preparam um centro de crise na cidade de Kharkiv, controlada pelo governo, para receber os corpos. O vice-primeiro-ministro do país, Volodymyr Groysman, afirmou que 192 corpos e oito pedaços de corpos foram resgatados. Fonte: Associated Press.