O místico de hoje compartilha com todos as graças que recebe

iG Minas Gerais |

SAMUEL BERCKMAN
undefined

O misticismo é uma fase da evolução humana, e por ela todos, mais cedo ou mais tarde, temos de passar. É um dos processos de aproximação à alma, núcleo profundo e elevado do ser. À certa altura da evolução, somos atraídos pela alma. A união com esse núcleo é, então, aos poucos desejada, e a atenção da personalidade se volta para ele. É aí que começa o misticismo. Sentimentos, pensamentos e ações interagem e se juntam em busca de algo maior. No processo do misticismo, a alma vai se revelando cada vez mais à personalidade. Procura influir de forma que seja percebida, para que o eu externo possa seguir suas indicações e colaborar com o trabalho que ela está fazendo. Desse modo, os anseios profundos do místico revestem-se das coisas que ela mais ama. O verdadeiro místico não procura consolo nem paz para si mesmo. À medida que ascende, compartilha o seu estado de alegria e bem-estar. Verte sobre a vida planetária o que lhe vem do mundo interior, embora nem sempre tenha consciência de estar fazendo isso. Se sua busca é de união superior, tudo o que lhe sucede reverte em ações benéficas. O verdadeiro místico não retém as graças que recebe. Mesmo que viva uma experiência profunda e importante para si, entrega-a ao Alto com desapego e a deixa fluir sem alimentar desejo de continuá-la. Sua principal função é a de irradiar para todos o que está desenvolvendo em si. O verdadeiro místico deve permanecer tranquilo, neutro e impassível. Assim, por seu intermédio a alma pode canalizar energias. É importante frisar que ele trabalha de maneira efetiva também na vida externa, e pode-se ver que sua atuação é bem mais convincente e forte do que a das pessoas comuns. Há casos em que o místico nem mesmo sabe que é místico. Atravessa longos períodos sem ter sinal algum da vida interior. Mas persevera, sem nada ver, nada saber e nada sentir dos planos sutis. Mantém-se paciente, voltado para a alma. É observador e sabe valorizar o que de positivo vai acontecendo em sua vida, sem se esquecer de que a maior parte da sua atenção deve estar nos fatos interiores, ainda que deles não tenha indícios conscientes. Tal místico não despreza solicitações externas e está pronto a servir, sem perder sua sintonia com o mundo interior. Sua necessidade é a de ir para dentro de si, e precisa aprender a fazer isso sem deixar de realizar o que lhe cabe no plano material. Esses são os místicos práticos, cujas presenças representam uma grande força para o mundo. O místico prático tem de sintetizar sua experiência nos diferentes planos de consciência, fundi-los. Este é um dos seus trabalhos de hoje: manifestar algo que reúna sentimento, mente e alma. O resultado já não é tão pessoal, mas muito mais abrangente. É uma expressão universal, receptiva e intuitiva. Os místicos práticos não se submetem ao tempo material do mesmo modo que as pessoas comuns. Eles veem-se num eterno agora e, assim, mais próximos da realidade. Os que vivem essa espécie de misticismo têm nesta época sua evolução acelerada. Apesar de tudo o que se observa na sociedade, há muitas forças positivas introduzindo-se na Terra. Compete aos místicos práticos abrirem-se a essas novas energias e irradiá-las sem se darem a perceber. Aspectos ainda virgens estão para ser descobertos no interior dos seres. Para conhecer as obras do autor, acesse o site www.irdin.org.br ou o site www.comunidadefigueira.org.br, que transmite ao vivo palestras mensais de Trigueirinho.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave