Trabalho mais comum do homem é de “rifeiro”

O coordenador do Sindicato das Indústrias de Explosivos no Estado de Minas Gerais (Sindiemg), Américo Libério da Silva, concorda que há mais mulheres nas fábricas

iG Minas Gerais | Aline Diniz |

Muitos homens precisam buscar outras fontes de renda quando não são absorvidos pela produção de fogos de artifício, principal atividade em Santo Antônio do Monte. A mais comum delas é comprar mercadorias para revender em outras cidades ou outros Estados. A atividade é conhecida como “rifa”. Geralmente, os rifeiros têm carros grandes como Parati, Santana e Monza. Eles enchem seus veículos de vários tipos de bijuterias, roupas de cama e do vestuário feminino e masculino.  

Júnior Antônio Pereira da Silva, 19, está no ramo há seis meses. Ele viaja para Mato Grosso, Goiás e Espírito Santo. Nesses locais, ele vende a mercadoria para revendedoras. “Eu trabalho para o meu tio. Nas cidades, eu tento perceber aquelas mulheres que são honestas, deixo a mercadoria e volto depois de três meses para buscar o dinheiro”, descreve. Segundo ele, algumas vezes, as mulheres não são corretas, mas ele revela ter “boas freguesas que compram até R$ 3.000”.

O coordenador do Sindicato das Indústrias de Explosivos no Estado de Minas Gerais (Sindiemg), Américo Libério da Silva, concorda que há mais mulheres nas fábricas, mas afirma que não há uma rejeição das empresas ao trabalho masculino. Os candidatos às vagas, de acordo com Silva, precisam estar preparados, e não há preferências. “Mulheres são mais habilidosas, mais calmas, mais tranquilas para esse tipo de trabalho na fábrica”, explica.

Raio X. A produção de fogos em Santo Antônio do Monte emprega 15 mil pessoas, direta e indiretamente, mais da metade da população estimada do município. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), eram 27.352 habitantes na cidade, no ano passado. 

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