Falta de pessoal compromete fiscalização de fábricas de fogos

Apenas dois auditores fiscais do trabalho respondem por 42 municípios do Centro-Oeste de MG

iG Minas Gerais | ALINE DINIZ |

Galpão onde ocorreu a explosão na última terça ficou completamente destruído
FERNANDA CARVALHO / O TEMPO
Galpão onde ocorreu a explosão na última terça ficou completamente destruído

SANTO ANTÔNIO DO MONTE. Dois auditores ficais do trabalho são responsáveis por verificar as condições de segurança de funcionários que atuam em empresas de 42 municípios próximos a Divinópolis, no Centro-Oeste do Estado. Dentre esses, está Santo Antônio do Monte, segundo maior polo produtor de fogos de artifício do mundo que, na última terça-feira, foi palco de uma explosão em uma fábrica que matou quatro mulheres.

A deficiência de funcionários na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Minas Gerais (SRTE-MG) favorece o crescimento de irregularidades. O problema se agrava quando se trata de explosivos, já que falhas nesses locais podem resultar em mortes. O chefe da seção de saúde e segurança da superintendência, Francisco Reis, confirma que é impossível controlar a situação com o quadro atual de funcionários. “Não tem jeito de autuar e voltar em cada fábrica para verificar. Imagina se a gente ficar indo e voltando só nas mesmas. As outras (empresas) nunca seriam fiscalizadas”, diz. Segundo ele, Minas conta com cerca de 2.700 auditores, mas o número ideal é 4.500. Leia a matéria na íntegra em nossa edição digital.

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