Maria Silvério

Jornalista e antropóloga - Autora do livro “Swing: Eu, Tu... Eles”

iG Minas Gerais | Litza Mattos |

Apesar do ambiente teoricamente liberal, os swingers também têm seus tabus?  

Sim. O principal tabu que percebi é em relação à bissexualidade masculina. No swing, as mulheres sempre são incentivadas pelo marido a se envolverem com outras mulheres e, em momento algum, a sua orientação sexual é questionada. Se os homens demonstram desejo ou curiosidade, são tidos como gays. Quando essa experiência chega a ser vivenciada, é sempre escondida, e outros casais ficam com ‘medo’ de se envolverem com ele.

E como fica a questão da separação entre o sexo e o amor?

Todo casal que pratica o swing tem na cabeça que eles estão nesse universo pelo sexo e não pelo amor, pois carinho e atenção eles têm apenas com o companheiro. Também tive essa dúvida, pois somos ensinados socialmente e culturalmente, principalmente as mulheres, que sexo e amor tem que estar juntos. Os swingers mostram que não. O que eles dizem sobre isso?

Um deles me disse acha mais fácil se apaixonar no trabalho, porque se convive com muito mais intensidade e por muito mais tempo, e se você tem um desejo aquilo fica reprimido. No swing, se você está a fim, se aproxima, supre aquela vontade e vai embora. Além disso, quando somos adolescentes sempre temos a fase de ficar com vários garotos e não nos apaixonar.

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