Grife Ricardo Almeida estuda inaugurar loja própria em BH

Estilista paulista é famoso por vestir artistas, cantores e políticos, inclusive o ex-presidente Lula

iG Minas Gerais | Helenice Laguardia |

Versatilidade. O estilista Ricardo Almeida faz, além de moda masculina, roupas femininas e ternos para casamentos de R$ 2.913
Crédito: Ricardo Almeida/ Divul
Versatilidade. O estilista Ricardo Almeida faz, além de moda masculina, roupas femininas e ternos para casamentos de R$ 2.913

Um dos mais famosos estilistas do país quando o assunto é moda masculina, o paulista Ricardo Almeida – que tem a grife de mesmo nome –, quer abrir loja própria em Belo Horizonte. O projeto não é para já. É que o estilista confessa ter vindo a BH somente duas vezes. Mesmo assim, ele tem certeza de que a capital mineira possui potencial para o seu negócio, formado por 11 lojas próprias, atualmente, e produtos em 53 multimarcas no país, sendo nove delas em municípios de Minas Gerais.  

O investimento necessário para a abertura da loja em BH também precisa da definição de alguns fatores: depende do tamanho da loja e da negociação com os shoppings.

Acostumado a vestir estrelas globais, políticos – inclusive o ex-presidente Lula –, Almeida conta que a marca está indo bem, porque faz um trabalho diferenciado. Para Almeida, o diferencial da marca está no corte. Ele reconhece que o corte também é bom em algumas marcas. “Mas a nossa variedade de padronagem de terno e camisa, marca nenhuma no mundo tem”, avalia. Almeida também garante vender mais do que as marcas de fora do país.

Com a fábrica em São Paulo com capacidade de produção de 1.500 ternos e 8.000 camisas por mês, Almeida não divulga o faturamento, mas diz que ele deve crescer 40% neste ano. “A gente cresceu mais porque abriu mais lojas”, conta o executivo. Ele ainda aumentou a produção da planta e conseguiu melhorar a produtividade.

Com loja própria desde 1991 e fábrica desde os anos 80, Almeida diz que começou a vida como representante comercial de roupa. Passou a fazer os modelos porque, dessa maneira, iria vender mais e ganhar mais. E, assim, foi crescendo. E quando você considera que o seu trabalho se consolidou? “Acho que é um trabalho contínuo”, responde.

Mas, quando ele tem que falar sobre a economia brasileira, o humor é outro. “Hoje, para se dar bem no Brasil, precisa ser guerreiro, porque o que se paga de imposto aqui...”, lamenta o empresário. Ele calcula uma incidência de 30% de tributos no seu negócio.

Mesmo com um vasto mercado no Brasil, o estilista já está produzindo todas as camisetas da marca no Peru e as gravatas, na Itália. Ele conta ainda que o Brasil está “queimado” com as marcas importadas que abriram loja no país. “Estão todas reclamando, elas ganham muito mais na Rússia e na China do que no Brasil”, diz.

Copa do Mundo

Ternos. Para a SporTV, a marca Ricardo Almeida fez cerca de 200 figurinos. A Rede Globo encomendou 20 ternos sob medida usados por estrelas como Galvão Bueno, Arnaldo Cezar Coelho e Ronaldo.

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