“Radical é quem vai na raiz”

Siglas propõem salário mínimo de R$ 3.500, fim da Polícia Militar e legalização das ocupações

iG Minas Gerais | Isabella Lacerda / Lucas Pavanelli |

Fidélis Alcântara (PSOL) propõe legalizar as ocupações urbanas
Lincon Zarbietti / O Tempo
Fidélis Alcântara (PSOL) propõe legalizar as ocupações urbanas

Eles evitam o rótulo de “radicais” e preferem definir suas propostas como soluções que atacam a “raiz do problema”. Nas eleições deste ano ao governo do Estado, três candidatos são filiados a partidos originados e ligados à esquerda – PSOL, PCB e PCO – e, em seus programas de governo, prometem resolver problemas das áreas de educação, mobilidade urbana e segurança pública – entre outros – com projetos bem diferentes dos apresentados pelos candidatos do PT e do PSDB para Minas.  

O PSOL, por exemplo, que tem como postulante ao governo o publicitário Fidélis Alcântara, aposta na implantação do passe livre imediato a todos os estudantes e a estatização do transporte público como parte da solução para os problemas da mobilidade urbana. Para a habitação, ele propõe a legalização das ocupações urbanas e o fim das remoções. Fidélis evita colar as propostas ao rótulo de “radical”.

“A primeira coisa que vamos ter que trabalhar é com o significado da palavra radical. Queremos demonstrar que radical não é ser extremista, mas ir na raiz dos problemas”, afirma o candidato do PSOL.

Mas como evitar que o eleitor taxe as propostas como “radicais”? “As questões são fáceis de ser explicadas. Os outros políticos não podem fazer porque têm comprometimento com empresas. Tratar o problema pela raiz é simples de fazer, basta um pouco de didática e paciência com o eleitor. Os outros políticos só estão interessados na troca imediata do voto”, afirma.

Na mesma linha segue o professor Túlio Lopes, candidato pelo PCB. “Há o estigma do radicalismo inconsequente. Mas nós, comunistas, acreditamos que radical é não apresentar soluções paliativas, mas uma mudança real”, diz, tentando tirar o peso que a palavra tem para parte do eleitorado.

Em suas propostas de governo estão a reestatização de empresas públicas que foram privatizadas, tarifa zero em todos os transportes públicos e melhores condições de trabalho para os professores da rede estadual.

Ligada aos trabalhadores, o PCO concorre com a servidora pública Cleide Donária. A sigla protocolou, junto ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas (TRE-MG) um programa de governo nacional, sem especificar as questões ligadas ao Estado.

Dentre as demandas estão bandeiras históricas do partido como a redução da jornada de trabalho para 35 horas semanais e o aumento do salário mínimo dos atuais R$ 724 para R$ 3.500. Outro ponto defendido pela candidata do PCO é o fim da Polícia Militar. O TEMPO entrou em contato com Cleide para que comentasse o programa, mas não obteve retorno.

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