Proposições amplas para evitar “prometeu e não cumpriu”

A estratégia dos candidatos é fazer inicialmente promessas mais amplas, mas que não se tornarão garantias não cumpridas no futuro

iG Minas Gerais | Isabella Lacerda / Lucas Pavanelli |

Bruno de Almeida avalia que plano inicial é para sofrer críticas
Marcos Figueiredo
Bruno de Almeida avalia que plano inicial é para sofrer críticas

As propostas dos candidatos ao governo de Minas são, na opinião do professor da PUC Minas Bruno de Almeida Oliveira, uma estratégia de campanha. “Os documentos apresentados à Justiça Eleitoral são, na verdade, para cumprir prazos legais. Os programas mais completos, divulgados mais ao fim da campanha, são mais efetivos, com mais chance de ser implementados no momento em que o governo for assumido”, explica.  

A estratégia dos candidatos é fazer inicialmente promessas mais amplas, mas que não se tornarão garantias não cumpridas no futuro. “O programa verdadeiro é construído em cima da crítica, levando em conta o que o adversário propôs, pontos que foram esquecidos e que serão incrementados na proposta final”, argumenta Oliveira, que ressalta ainda que, para a maior parte do eleitorado, o importante é o programa final de governo. 

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave